Um vídeo emocionante gravado no Pantanal de Miranda, em Mato Grosso do Sul, mostra a onça-pintada Aroeira carinhando sua filha Nika. O registro, feito pelo guia de natureza Fagner Roque de Almeida, revela que a onça, conhecida por sua caçada agressiva, também demonstra forte vínculo afetivo com a prole.
Existe amor na mata! Conhecida pela agilidade em abocanhar presas e habilidade em driblar predadores, a onça-pintada também pode ser pura doçura. Um registro para lá de amoroso, feito no Pantanal de Miranda, em Mato Grosso do Sul, mostra o chamego entre mãe e filhote.
O afago foi eternizado pelo guia de natureza Fagner Roque de Almeida, que atua no Refúgio Ecológico Caiman. Nas redes sociais, o profissional explicou a cena protagonizada pela matriarca Aroeira e sua filha Nika. “Um daqueles encontros que nos lembram a beleza da vida selvagem em seu estado mais natural”, diz a publicação. Aroeira, estrela conhecida do projeto Onçafari, é monitorada desde 2022, auxiliando nos estudos sobre a espécie.
- Rapidez: A onça é ágil em caçar, mas também demonstra doçura extrema com os filhotes.
- Local: O registro foi feito no Pantanal de Miranda, em Mato Grosso do Sul.
- Protagonistas: A cena mostra a mãe Aroeira e sua filha Nika em momento de carinho.
- Monitoramento: Aroeira é monitorada desde 2022 pelo projeto Onçafari.
- Importância: O acompanhamento ajuda na conservação e pesquisa da espécie.
O papel do monitoramento na conservação
“Esse processo permite encontros como este, sem a necessidade de interferir no comportamento natural dos animais. Mais do que proporcionar momentos únicos de observação, o monitoramento e a habituação contribuem para a pesquisa, para a conservação e para ampliar o conhecimento sobre a espécie”, resume o guia.
Fatos curiosos sobre a Onça-Pintada
A onça-pintada ocupa o topo da cadeia alimentar e exerce um papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas. Entre seus principais hábitos, estão:
- Excelente nadadora: ao contrário da maioria dos felinos domésticos, a onça adora água. Ela atravessa rios largos com facilidade e caça dentro da água, capturando peixes, jacarés e capivaras.
- Hábito solitário: são animais independentes. Machos e fêmeas se encontram apenas no período de acasalamento. As fêmeas cuidam dos filhotes sozinhas até por volta dos 2 anos de idade.
- Atividade crepuscular e noturna: embora possa caçar de dia, costuma ser mais ativa ao amanhecer e no fim da tarde, aproveitando a penumbra e a noite para surpreender as presas.
- Estilo de caça emboscada: ela não costuma perseguir presas por longas distâncias. Prefere se aproximar em silêncio usando a camuflagem das manchas e dar um salto certeiro.
- Mordida mais forte entre os felinos: sua mandíbula é poderosa o suficiente para perfurar cascos duros de tartarugas e o crânio de suas presas, uma técnica de abate única entre os grandes felinos.
- Territorialista: delimita grandes áreas usando marcas de garras nas árvores, urina e vocalizações graves conhecidas como esturro.

Pantanal é cenário de cena de amor entre mãe e filhote (Foto: Fagner Roque de Almeida)






