27 de outubro de 2026

Anvisa BLOQUEIA Picolé com Remédio e Suplemento Perigoso

Saúde Alimentos 27/10/2026 05:31 Redação/Agência Brasil sbnoticias.com.br

A Anvisa proíbe a venda de um picolé que continha melatonina, um sedante ilegal em alimentos comuns, e de um suplemento proteico que fazia falsas promessas de curar problemas de músculo para quem usa canetas emagrecedoras. As empresas serão multadas e os produtos recolhidos das prateleiras.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, nesta segunda-feira (26), recolher e proibir a venda de dois produtos alimentícios. A medida foi tomada porque as empresas incluíram ingredientes que não passaram pelo teste de segurança obrigatório, colocando em risco a saúde dos consumidores.

O primeiro caso envolve o Picolé Bentô Gelatos Magnésio + Inositol Relief 3.0, fabricado pela empresa ABB Gelateria Ltda. O produto foi banido porque continha melatonina e inositol. Embora esses compostos existam na natureza, a Anvisa só permite o uso da melatonina em medicamentos ou suplementos específicos, nunca em um picolé comum vendido em sorveterias ou mercados.

  • Ingestão de Medicação Oculta: O picolé continha melatonina, um hormônio que induz o sono, o que é proibido em alimentos comuns.
  • Ingredente Errado no Local: O inositol é permitido apenas em suplementos de saúde, não em gelados de consumo popular.
  • Fabricante Multado: A ABB Gelateria Ltda perdeu o registro sanitário do produto pela inclusão de componentes não avaliados.
  • Risco de Reação: Consumidores não estavam cientes de que estavam ingerindo substâncias com efeito farmacológico.
  • Segurança Alimentar: A Anvisa reforça que qualquer ingrediente novo em um alimento deve ser testado antes de chegar à prateleira.

Suplemento Proteico com Promessas Falsas Também é Proibido

O segundo produto alvo da proibição é o Body Strong Protein, sabor cacau, da marca Equaliv, fabricado pela Althaia S.A Indústria Farmacêutica. Este suplemento alimentar era recolhido por conter peptistrong. Trata-se de uma proteína de fava hidrolisada, ou seja, obtida da leguminosa feijão-fava. Segundo a Anvisa, esse ingrediente específico não passou pela avaliação de segurança necessária para ser usado em alimentos.

Além do problema com o ingrediente, a empresa cometeu um erro grave de marketing. A Anvisa identificou publicidade irregular. A propaganda prometia "prevenção de sarcopenia" (perda de massa muscular) e "suporte nutricional para preservação da massa magra em pessoas que usam canetas emagrecedoras (GLP-1)". A agência considerou essas alegações terapêuticas ilegais, pois um suplemento comum não tem autorização para tratar ou prevenir doenças.

Consequências Legais e Suspensão Total da Produção

Devido à gravidade das infrações, que incluem a ausência de regularização sanitária adequada, a Anvisa tomou uma decisão drástica. A autoridade sanitária suspendeu totalmente a fabricação, a venda, a distribuição, a propaganda e o uso de ambos os produtos. As empresas responsáveis agora deverão arcar com as penalidades previstas na lei, que podem incluir multas pesadas e a proibição de lançar novos produtos até que a situação seja corrigida.


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