Especialista alerta que beber pouca água, usar remédios por conta própria e ter o intestino desregulado são os principais vilões da saúde renal. Confira os detalhes e aprenda a proteger seus rins.
Você está cuidando da saúde dos seus rins da maneira correta Alguns hábitos aparentemente inofensivos podem comprometer o funcionamento desses órgãos, responsáveis por filtrar o sangue, eliminar resíduos do organismo e regular o equilíbrio de líquidos e minerais.
O fitoterapeuta clínico e doutor em naturopatia Julio Cesar Luchmann compartilhou, em um vídeo publicado nas redes sociais, três fatores que considera especialmente prejudiciais à saúde renal. Entre eles estão a baixa ingestão de água, a automedicação e o desequilíbrio da microbiota intestinal.
Resumo dos 3 principais riscos aos rins
- Falta de água: A desidratação é considerada o pior inimigo, pois dificulta a filtragem e aumenta o risco de pedras nos rins.
- Automedicação: O uso sem orientação de antibióticos e anti-inflamatórios pode lesionar os rins e reduzir o fluxo sanguíneo na área.
- Disbiose: O desequilíbrio das bactérias no intestino pode gerar toxinas que sobrecarregam os rins.
- Sintomas de alerta: Cansaço, inchaço e mudanças na urina são sinais de que algo pode estar errado.
- Cuidados essenciais: Beber água, comer alimentos ricos em líquidos e nunca se automedicar são as medidas de ouro.
O perigo de beber pouca água
Segundo Luchmann, a falta de hidratação é um dos principais problemas quando o assunto é saúde renal.
"Sabe qual é o pior veneno para a saúde dos rins O pior, de longe, é a falta de água", afirmou.
O especialista destacou que muitas pessoas não consomem líquidos suficientes ao longo do dia, apesar de a hidratação ser um cuidado simples e importante.
"É incrível como as pessoas continuam não bebendo a água que deveriam, algo tão simples", acrescentou.
A ingestão insuficiente de água pode aumentar o risco de formação de pedras nos rins, especialmente em pessoas predispostas. A desidratação intensa também pode comprometer a função renal.
Luchmann sugere observar os hábitos de hidratação de pessoas que já tiveram cálculos renais, uma vez que o baixo consumo de líquidos pode contribuir para o desenvolvimento do problema.
A quantidade ideal de água varia conforme fatores como idade, peso, temperatura ambiente, atividade física e condições de saúde. Pessoas com determinadas doenças renais podem precisar restringir a ingestão de líquidos, seguindo orientação médica.
Riscos da automedicação
Outro comportamento destacado pelo especialista é o uso de medicamentos sem orientação médica.
"O segundo grande veneno que pode levar a problemas renais é a automedicação, principalmente antibióticos e anti-inflamatórios", alertou.
Segundo Luchmann, esses medicamentos devem ser utilizados com acompanhamento profissional, considerando as necessidades e as condições de saúde de cada paciente.
Os anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno e diclofenaco, podem reduzir o fluxo sanguíneo para os rins e provocar lesões renais, especialmente quando utilizados em doses elevadas, por períodos prolongados ou por pessoas desidratadas.
Alguns antibióticos também exigem cuidados específicos, como ajustes de dose em pacientes com função renal comprometida.
Por isso, a recomendação é evitar a automedicação e procurar orientação de um profissional de saúde antes de iniciar tratamentos.
O impacto do intestino nos rins
O terceiro fator mencionado por Luchmann é a disbiose, condição caracterizada por alterações no equilíbrio dos microrganismos que vivem no intestino.
"A disbiose é o terceiro veneno. Trata-se de um desequilíbrio da microbiota intestinal", explicou.
Segundo o especialista, esse desequilíbrio pode favorecer a produção de substâncias inflamatórias e toxinas que, em determinadas circunstâncias, contribuem para o agravamento de problemas renais.
Estudos têm investigado a relação entre a microbiota intestinal e a doença renal crônica. Alterações nas bactérias intestinais podem influenciar a produção de compostos que se acumulam no organismo quando os rins não conseguem eliminá-los adequadamente.
No entanto, essa relação é complexa e ainda está sendo estudada. A disbiose não deve ser considerada, isoladamente, uma causa comprovada de insuficiência renal.
Alimentos que ajudam a hidratar
Além de manter uma hidratação adequada e evitar o uso indiscriminado de medicamentos, uma alimentação equilibrada pode contribuir para preservar a saúde renal.
A revista Saber Vivir destacou alguns alimentos ricos em água que podem ajudar na hidratação do organismo e fazer parte de uma dieta saudável.
Entre eles estão:
- Aipo
- Beterraba
- Pera
- Pepino
- Salsa
- Melancia
- Aspargos
- Repolho
- Abacaxi
O hibisco, consumido na forma de infusão, também aparece entre as opções citadas. Entretanto, seu consumo deve ser avaliado com cautela por pessoas que utilizam determinados medicamentos ou apresentam problemas renais.
É importante lembrar que alimentos com alto teor de água não necessariamente possuem efeito diurético clinicamente relevante. Além disso, pessoas com doença renal crônica podem precisar controlar a ingestão de nutrientes como potássio e fósforo, presentes em diferentes alimentos.
Sinais de alerta nos rins
As doenças renais podem evoluir silenciosamente, especialmente nas fases iniciais. Por isso, é importante prestar atenção a possíveis alterações no organismo.
Entre os sintomas que podem surgir estão cansaço persistente, náuseas, vômitos, alterações no sono, dificuldade de concentração, inchaço e mudanças na quantidade ou na aparência da urina.
Esses sinais não são exclusivos de doenças renais, mas devem ser avaliados por um médico quando persistem ou surgem sem explicação aparente.
Manter uma alimentação equilibrada, controlar a pressão arterial e o diabetes, consumir água conforme as necessidades individuais e evitar a automedicação são medidas importantes para proteger a função dos rins.

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