Prática que envolve a introdução do punho ou antebraço no ânus ou na vagina exige atenção redobrada para evitar lesões graves, incontinência e infecções. Especialista destaca a importância da higiene, lubrificação e, principalmente, do consentimento e diálogo entre os parceiros para que a experiência seja segura.
Para muitas pessoas, o sexo é o momento de liberar as fantasias mais selvagens e as vontades mais libertinas. Entre uma dessas práticas, está o fisting, também conhecido como fist fucking e handballing. O termo caracteriza a introdução do punho (que, em inglês, é chamado de fist), ou até o antebraço, no ânus e na vagina.
Ao Metrópoles, o sexólogo Vitor Mello destaca que, embora não seja nenhuma novidade para quem está inserido em nichos de comunidades sexuais, como o BDSM, a prática ainda é cercada de muitos tabus e riscos especialmente quando realizada sem conhecimento.
Resumo rápido dos pontos-chave
- O fisting envolve a introdução do punho ou antebraço no ânus ou vagina.
- É uma prática comum em comunidades como a BDSM, mas carrega muitos tabus.
- Praticar sem conhecimento pode causar lesões graves e incontinência.
- Higiene rigorosa, unhas curtas e sem adornos são indispensáveis.
- Consentimento, diálogo e respeito são a base para a segurança da prática.
Conhecimento é a chave para a segurança
É preciso mais do que desejo. É necessário cuidado integral, conhecimento do próprio corpo e atenção aos sinais do parceiro, orienta o especialista.
De acordo com o especialista, é de extrema importância ter consciência de que uma penetração intensa pode causar desde lesões musculares até lacerações nos canais. Há risco de danos no esfíncter, o que pode resultar em afrouxamento e, em casos mais graves, até incontinência fecal, alerta.
Vitor também enfatiza que a higiene cumpre um papel fundamental no fisting. Ou seja, além das mãos bem lavadas e sem quaisquer tipos de adornos, as unhas também devem ser cortadas e higienizadas. Segundo ele, isso evita ferimentos ou infecções no tecido epitelial.
Higiene e lubrificação evitam danos
Outras dicas também incluem considerar o uso de lubrificantes e investir em movimentos leves, que ajudam a manter a segurança e a proporcionar mais prazer.
Por último, o sexólogo reforça que a confiança, a comunicação e o respeito devem ser primordiais na relação.
Cada pessoa tem um limiar de dor e desconforto. O fisting só deve acontecer quando há consentimento e diálogo. Quando bem feito, pode ser uma experiência intensa; quando não há cuidado, gera consequências graves, encerra.

Fisting: prática sexual exige cuidado | FOLHAMAX





