Neurologista alerta para cigarro, álcool e sedentarismo como principais ameaças à memória e à saúde cerebral na meia-idade, com dicas simples para prevenir o declínio cognitivo.
Quando se pensa em viver mais e com qualidade, o foco costuma cair na aparência física. Porém, a saúde do cérebro é fundamental para o envelhecimento saudável. Cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo para manter a qualidade de vida na melhor idade.
Em uma entrevista à revista Forbes, o neurologista comportamental Dean Sherzai explicou que alguns hábitos do dia a dia podem causar danos ao cérebro ao longo dos anos. Ele apontou três comportamentos que merecem atenção especial a partir dos 50 anos.
- O cigarro danifica os vasos sanguíneos que levam oxigênio ao cérebro.
- O consumo excessivo de álcool aumenta o risco de perda de memória.
- A falta de exercício físico acelera processos inflamatórios no corpo.
- De 150 minutos de atividade leve por semana já ajudam a proteger a mente.
- Caminhar, nadar ou dançar são opções práticas e acessíveis.
O perigo do tabagismo para a saúde cerebral
O especialista destaca que os danos do cigarro não ficam presos apenas aos pulmões. O tabagismo afeta diretamente os vasos sanguíneos responsáveis por levar sangue ao cérebro. Isso pode aumentar o risco de problemas vasculares e de comprometimento cognitivo, como a dificuldade de memória e concentração.
"As toxinas presentes nos cigarros danificam os vasos sanguíneos que irrigam os bilhões de neurônios do cérebro", explica Sherzai. Manter uma boa circulação sanguínea é essencial para garantir que o cérebro receba oxigênio e nutrientes adequadamente.
O impacto do álcool no envelhecimento
Outro ponto crítico é o consumo de álcool. O neurologista alerta que beber em grandes quantidades e com frequência pode provocar danos permanentes ao cérebro. Esse hábito "aumenta o risco de declínio cognitivo", segundo ele.
Com o avanço da idade, reduzir ou evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode ajudar a preservar a memória e outras funções cognitivas importantes para a independência na velhice.
A importância do movimento regular
A falta de atividade física é o terceiro hábito que compromete a saúde cerebral. Sherzai explica que o exercício regular ajuda a reduzir processos inflamatórios e oxidativos no organismo, que estão ligados ao envelhecimento precoce das células.
"O exercício físico regular também reduz a inflamação e os processos oxidativos, e a boa notícia é que você não precisa correr uma maratona para obter esses benefícios importantes", afirma o neurologista. Cerca de 150 minutos semanais de atividade aeróbica de intensidade moderada já podem trazer grandes benefícios para a mente.
Entre as opções mais acessíveis estão a caminhada rápida, o ciclismo, a natação e até aulas de dança, como Zumba. Além de favorecer a saúde do coração, a atividade física contribui para uma melhor circulação sanguínea e para a preservação das funções do cérebro ao longo do envelhecimento.

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