O Exército brasileiro realizou, entre os dias 21 e 25 de setembro, um grande exercício de defesa cibernética para preparar a resposta a possíveis ataques hackers que possam afetar a eleição presidencial. A ação, chamada de Guardião Cibernético 8.0, contou com a participação de 1,3 mil pessoas e organizações de 14 países, em um cenário de alerta por interferências estrangeiras no pleito.
O Exército brasileiro coordenou, entre os dias 21 e 25 de setembro, a oitava edição do evento Guardião Cibernético às vésperas da eleição presidencial. A ação ocorreu em meio a alertas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e de especialistas sobre o risco de interferência estrangeira na escolha do próximo presidente.
O evento reuniu 1,3 mil participantes em Brasília e em outras seis capitais, como São Paulo, Recife, Curitiba e Manaus. A simulação contou com cerca de 300 organizações e representantes de 14 países.
Principais pontos do exercício
- Objetivo principal: Treinar a cooperação entre governo e empresas para combater ataques hackers.
- Participantes: 1,3 mil pessoas e 300 organizações de 14 países.
- Locais: Simulações realizadas em Brasília, São Paulo, Recife, Curitiba e Manaus.
- Setores envolvidos: Energia, água, telecomunicações e finanças.
- Contexto: Aumento de alertas de inteligência sobre ameaças externas às eleições.
Considerado "um dos mais abrangentes treinamentos de defesa cibernética do Hemisfério Sul", o encontro simulou ameaças digitais. O objetivo era testar como as instituições públicas e privadas trabalham juntas para resolver ataques que possam afetar serviços essenciais à população.
"Durante o exercício, foram reproduzidos cenários de ataques cibernéticos complexos e coordenados, permitindo testar procedimentos, aperfeiçoar planos de contingência e identificar soluções para ampliar a resiliência nacional", afirmou o Exército em nota oficial.
A iniciativa reuniu, além das Forças Armadas, órgãos governamentais, entidades reguladoras e operadores de infraestruturas críticas dos setores de energia, abastecimento de água, telecomunicações, finanças, entre outros.
Riscos de ciberataques e interferência externa
Na semana passada, um relatório da Abin, divulgado pela Folha de São Paulo e confirmado pela TV Brasil, alertou para o risco de influência ou interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. O documento classifica a possibilidade de interferência externa com um "nível de criticidade".
Elaborado em agosto deste ano, o documento contextualiza o problema dizendo que "a reafirmação da hegemonia dos EUA na América Latina" é prioridade do segundo governo do presidente norte-americano Donald Trump.
Analistas consultados pela Agência Brasil alertaram para o risco de ação cibernética dos EUA ou de grandes empresas de tecnologia (bigtechs) com objetivo de influenciar as eleições gerais de outubro. Essa ação poderia desestabilizar sistemas informáticos e computacionais do país.
No dia 12 de agosto, a Casa Branca publicou memorando prevendo parceria com empresas privadas para ações que envolvem "acesso a tais sistemas de informação sem autorização do proprietário ou operador ou excedendo o acesso autorizado".
Nesta semana, a Austrália denunciou uma invasão em site com estatísticas de saúde pública do país pela Open IA, dona do ChatGPT, uma das principais companhias de Inteligência Artificial do mundo.

© Cb Marcos/ CCOMSEx





