14 de setembro de 2026

PF prende Cezinha de Madureira por ligação com STF e banqueiro

Politica Operação Transparência 14/09/2026 09:01 Redação, Bahia Notícias bahianoticias.com.br

A Polícia Federal realizou a terceira fase da Operação Transparência, mirando o deputado Cezinha de Madureira sob acusação de articular reunião entre o ministro André Mendonça e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Na segunda-feira, dia 14, a Polícia Federal iniciou a terceira etapa da Operação Transparência. Um dos principais alvos é o deputado federal Cezinha de Madureira, do partido PL, de São Paulo.

O parlamentar é conhecido por ser amigo e aliado do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A acusação é de que ele teria organizado um encontro secreto entre o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

  • A operação visa investigar crimes como tráfico de influência e corrupção.
  • A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino do STF.
  • Mandados de busca foram cumpridos em Brasília e São Paulo.
  • A investigação começou em dezembro de 2025 sobre emendas parlamentares.
  • O grupo é acusado de negociar pagamentos para influenciar decisões judiciais.

Investigação sobre uso de influência política

A Folha de S. Paulo informou que a operação busca apurar se houve crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Esses termos significam basicamente o uso do poder para obter vantagens indevidas.

A decisão de autorizar a busca veio do ministro Flávio Dino, do STF. Foram expedidos quatro mandados de busca e apreensão. Eles foram executados no Distrito Federal e no estado de São Paulo.

Origem da operação nas emendas parlamentares

A ação é um desdobramento de um inquérito aberto em dezembro de 2025. O foco inicial era investigar irregularidades no uso de emendas parlamentares, que são verbas destinadas por congressistas a suas bases.

As apurações sugerem que membros do grupo teriam negociado com outras pessoas o pagamento de grandes somas de dinheiro. Essa negociação estava condicionada ao resultado de processos judiciais em andamento, sob o pretexto de poderem influenciar as decisões dos juízes.

Essa prática é ilegal porque a justiça deve ser independente e não sujeita a acordos financeiros ou pressões de políticos para mudar desfechos de casos.


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