O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União) permanece como líder do governo de Otaviano Pivetta (Republicanos) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A confirmação veio após conversas com o secretário-chefe da Casa Civil, Adejaime Ramos, no retorno do recesso parlamentar. Antes, havia dúvidas sobre sua permanência devido a críticas feitas na convenção do partido.
O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União) vai continuar como líder do governo Otaviano Pivetta (Republicanos) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A permanência foi confirmada após conversas entre o parlamentar e o secretário-chefe da Casa Civil, Adejaime Ramos, no retorno do recesso parlamentar.
- Dilmar Dal Bosco segue como líder do governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
- A confirmação veio após conversas com Adejaime Ramos, secretário-chefe da Casa Civil.
- Havia dúvidas sobre sua permanência após críticas na convenção do União Brasil.
- Dilmar criticou colegas que apoiaram Pivetta em vez de lançar candidatura própria.
- Ele afirmou que não pedirá desculpas e que as críticas foram direcionadas ao partido.
A manutenção de Dilmar no cargo era incerta desde a convenção do União Brasil, em 30 de julho. Na ocasião, ele criticou aliados que preferiram apoiar Pivetta em vez de lançar uma candidatura própria do partido, liderada pelo senador Jayme Campos.
Durante o evento, na presença do ex-governador Mauro Mendes, Dilmar disse que era a primeira vez que via 'um partido trair o partido'. A declaração gerou reação e aplausos dos convencionais.
Após a repercussão, Dilmar afirmou que deixaria nas mãos de Pivetta a decisão sobre sua permanência. Com o retorno das atividades legislativas, a situação foi definida.
Em conversa com o GD, Dilmar disse que Adejaime Ramos o chamou e garantiu que ele continuaria na função, sem retaliações. 'Nessa quarta-feira eu tive conversas com o Adejaime. Ele mesmo me convidou e anunciou que eu seguiria no cargo, sem nenhum problema. Não foi me pedido nada, nem retaliação. As minhas críticas foram direcionadas ao partido, ficaram nas convenções', explicou.
A fala polêmica
O episódio na convenção ocorreu em meio à disputa interna do União Brasil sobre o posicionamento da sigla nas eleições deste ano. De um lado, o grupo ligado a Mauro Mendes defendia a aliança com Pivetta. Do outro, aliados de Jayme Campos queriam candidatura própria ao Palácio Paiaguás.
Apesar da repercussão, Dilmar afirmou que não pretendia pedir desculpas. Segundo ele, as divergências fazem parte do processo político e não representam ruptura definitiva.
O deputado também usou sua longa trajetória no partido para justificar sua posição. Filiado desde o PFL, passou pelo DEM até o União Brasil, e disse estar preocupado com os rumos da legenda em Mato Grosso: 'Estamos indo para um caminho do partido acabar dentro do estado de Mato Grosso'.

Dilmar Dal Bosco em convenção partidária





