No debate da Band, Tarcísio de Freitas criticou a gestão do PT na economia, enquanto Fernando Haddad respondeu que o conselho para o presidente é nunca indicar Roberto Campos Neto para o Banco Central.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou a gestão do PT na economia do país durante o debate da Band neste domingo (9), que contou com a participação do ex-ministro da Fazenda e candidato do PT, Fernando Haddad.
Para Tarcísio, o arcabouço fiscal da gestão Haddad foi muito frouxo, fazendo os gastos do governo crescerem demais. Ele alertou que as contas públicas estão frágeis e o país caminha para uma recessão, o que pode prejudicar os investimentos em São Paulo.
- Crítica ao arcabouço: Tarcísio diz que o novo regime fiscal permitiu aumento excessivo de gastos.
- Risco de recessão: Governador afirma que a economia pode entrar em recessão, afetando investimentos.
- Resposta de Haddad: Ele rebateu dizendo que o PIB de São Paulo deve crescer menos que o nacional, indicando problemas na gestão estadual.
- Conselho de Haddad: Quando questionado, sugeriu que o presidente nunca indique Campos Neto para o Banco Central.
- Críticas a Campos Neto: Haddad acusa o ex-presidente do BC de subir a Selic demais e não controlar a inflação, além de falhas na fiscalização bancária.
Em resposta, Haddad destacou que no último ano o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de São Paulo deve ficar abaixo da média nacional, o que comprovaria que a situação paulista poderia ser melhor. Ele também respondeu à pergunta de Tarcísio sobre conselhos para o presidente: 'jamais indicar' Roberto Campos Neto para um cargo no Banco Central.
Campos Neto comandou o Banco Central, indicado por Jair Bolsonaro, e permaneceu no cargo por dois anos no governo Lula devido a uma mudança nas regras do BC. Durante esse período, foi criticado por Lula. Haddad avalia que a gestão Campos Neto subiu demais a taxa Selic, sem controlar a inflação, e ainda houve o escândalo do Banco Master e falta de fiscalização em fintechs e bancos.

O governador Tarcísio de Freitas (GABRIEL SILVA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)





