01 de agosto de 2026

Jayme Campos decide deixar União Brasil em Mato Grosso

Politica Tchau 01/08/2026 07:31 Da Redação - Folhamax folhamax.com

O senador Jayme Campos perdeu a disputa interna do partido e agora pensa em sair da legenda. Ele ficou revoltado com a derrota e disse que não vai ficar em um partido que não quis apoiar sua candidatura ao governo de Mato Grosso.

A derrota na convenção do União Brasil ainda não caiu bem para o senador Jayme Campos. Depois de perder a briga interna que escolheu apoiar o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o político agora admite que pode sair do partido. Muito chateado com o resultado, Jayme disse que não faz sentido continuar em um partido que não aceitou sua candidatura ao governo de Mato Grosso.

  • Jayme Campos perdeu a disputa interna do União Brasil por 30 votos a 19.
  • O partido decidiu apoiar a reeleição do governador Otaviano Pivetta.
  • Jayme afirmou que pode se desfiliar do partido sem problemas legais.
  • Ele chamou a convenção de "desonesta" e "desigual".
  • O senador tem mais de 30 anos de carreira política e nunca passou por uma situação parecida.

"Mais para frente, vou sentar com meu grupo político para pensar e ver qual é a melhor decisão. Se o União Brasil não me quis como candidato a governador, não tem motivo para eu ficar no partido. Sou livre e democrático. Assim como a convenção foi livre, eu também sou livre. Tenho o direito, amanhã, se quiser sair do União Brasil, posso sair. Não tem nenhum impedimento legal que me impeça", disse.

A declaração foi feita um dia depois de Jayme sofrer uma grande derrota na convenção do partido. Ele chegou ao encontro cheio de aliados e confiante na vitória, mas viu apenas 19 pessoas apoiarem sua candidatura, enquanto 30 votos confirmaram o apoio do União Brasil à reeleição de Otaviano Pivetta, defendido pelo presidente estadual da legenda, Mauro Mendes.

No palco da convenção, Jayme fez um desabafo forte e disse que nunca tinha participado de um processo conduzido daquele jeito. Sem esconder a raiva, ele chamou a disputa de "draconiana, desigual e desonesta" e afirmou que sua candidatura foi atropelada por um verdadeiro "rolo compressor".

"Estou aqui com a cabeça erguida. Mas vou fazer um pequeno desabafo. Nunca vi na história da minha vida política, ao longo de seis mandatos que tive, disputando eleições de prefeito, governador, senador, uma convenção que foi feita de forma tão draconiana, desigual e desonesta. Sou fiel a Deus. Deus, na sua infinita vontade, quis que a maioria dos convencionais ou delegados do partido apoiasse essa possível coligação com outro partido, eu respeito. Não faço política na marra ou empurrado goela abaixo. Faço política para o povo", afirmou.


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