A investigação autorizada pelo STF contra o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro pode ter dois efeitos opostos: se não trouxer nada grave, pode fortalecer sua imagem de vítima de perseguição política.
O ministro da Suprema Corte Federal (STF) autorizou a Polícia Federal a investigar o senador e candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro. Ele é suspeito de ter recebido dinheiro de Daniel Vorcaro para produzir o filme Dark Horse, que conta a história da vida de seu pai, Jair Bolsonaro.
- Flávio Bolsonaro é investigado por receber dinheiro de Daniel Vorcaro para um filme sobre a vida de Jair Bolsonaro.
- Se a investigação não encontrar nada de grave, Flávio pode sair mais forte, dizendo que é perseguido pela justiça.
- O ministro André Mendonça, indicado por Bolsonaro, autorizou a investigação contra o filho do ex-presidente.
- Outras pessoas que também receberam dinheiro de Vorcaro não estão sendo investigadas, o que gera polêmica.
- Para muitos eleitores, uma simples investigação já é vista como sinal de que algo está errado.
Num primeiro momento, a investigação contra o senador é ruim para sua imagem. Mesmo que, em um estado democrático, todos sejam considerados inocentes até prova contrária, ser investigado pela Polícia Federal traz um efeito negativo para a sua candidatura. Para o eleitor, a simples investigação já é sinônimo de que há algo errado, mesmo que o senador não seja réu.
No entanto, se a investigação não trouxer nada relevante contra o senador, Flávio Bolsonaro poderá sair fortalecido. Isso reforçaria a narrativa de que ele e sua família são vítimas de uma perseguição política do Poder Judiciário.
Independência do STF e polêmicas
Independentemente do resultado da investigação, chama a atenção a independência do ministro André Mendonça do STF. Ele foi indicado por Bolsonaro, mas não poupou seu filho da mira da Polícia Federal. Por outro lado, é intrigante que outras autoridades que também receberam dinheiro de Vorcaro não estejam sendo investigadas.

Senador Flávio Bolsonaro - Reprodução/Youtube/FlávioBolsonaro





