24 de setembro de 2026

Executivo do Banco Genial é alvo de operação contra lavagem de dinheiro

POLÍCIA Justiça 24/09/2026 08:38 Redação / Diário do Nordeste diariodonordeste.verdesmares.com.br

A terceira fase da Operação Carbono Oculto investigou a aquisição da distribuidora Terrana. Mandados de busca foram cumpridos em sete estados brasileiros contra o grupo criminoso ligado ao setor de combustíveis.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), em parceria com a Receita Federal, deflagrou na manhã desta quinta-feira (24) a terceira fase da Operação Carbono Oculto. O objetivo da ação é investigar um esquema de lavagem de dinheiro operado por uma organização criminosa ligada ao setor de combustíveis.

Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos simultaneamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo. A operação visa desarticular a rede financeira e identificar os envolvidos na movimentação ilícita de recursos.

  • Alvos da operação: Humberto Arthur Tupinambá Neto, executivo do Banco Genial, e seus irmãos André e Bruno Tupinambá.
  • Outro investigado: Antonio Carlos Freixo Junior, dono da Entre Investimentos, que assinou um acordo de delação premiada com a PGR.
  • Valores envolvidos: Mais de R$ 120 milhões movimentados por empresas usadas como "contas de passagem".
  • Estado focado: Sete estados brasileiros são alvo de mandados de busca.
  • Objetivo: Investigar a aquisição fraudulenta da distribuidora Terrana por meio de fundos de investimento.

Investigação revela esquema societário complexo

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do MPSP, o grupo investigado teria montado uma estrutura financeira e societária elaborada para a aquisição da distribuidora Terrana. A investigação aponta que o patrimônio foi ocultado por meio de fundos de investimento, empresas de fachada e operações financeiras consideradas atípicas pelo Ministério Público.

Conforme os dados coletados, a aquisição da distribuidora ocorreu por intermédio de fundos e empresas criados especificamente para viabilizar a transação. Essa estratégia serviu para dificultar o rastreamento da origem dos recursos e a real propriedade dos ativos envolvidos no negócio.

Movimentação de mais de R$ 120 milhões

De acordo com o Ministério Público, mais de R$ 120 milhões teriam circulado por diferentes empresas e contas bancárias utilizadas como "contas de passagem". Os recursos transitaram por diversas entidades antes de finalmente chegarem à estrutura responsável pela efetivação da aquisição da Terrana.


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