28 de agosto de 2026

Justiça manda soltar empresária cuiabana presa em operação contra tráfico internacional

POLÍCIA Liberdade 28/08/2026 17:01 g1 MT g1.globo.com

Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro foi presa em Cuiabá na terça-feira (25). Defesa afirma que prisão era desnecessária e questiona acesso ao celular da investigada.

A advogada e empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro foi solta na quinta-feira (27) por ordem da Justiça Federal, dois dias depois de ter sido presa durante a Operação Bóreas, que apura um suposto esquema de tráfico internacional de drogas e armas. De acordo com a defesa, o juiz entendeu que não era preciso mantê-la presa e não cobrou fiança.

O advogado Fernando Faria, que defende Thatiana, afirmou: "Não houve fiança. O juiz reconheceu que a prisão realmente era desnecessária."

  • A empresária foi presa na terça-feira (25) em Cuiabá.
  • A Justiça Federal decidiu soltá-la na quinta-feira (27), sem pagamento de fiança.
  • A defesa alega que não há provas contra ela e que as suspeitas são sobre o irmão, preso no Tocantins.
  • A polícia apreendeu dinheiro, celular e carro de Thatiana.
  • A defesa questiona a forma como o celular foi acessado e a falta de acompanhamento da OAB durante a abordagem.

Ela estava detida na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, por ser advogada e ter direito a cela especial.

Durante o cumprimento dos mandados, a Polícia Federal encontrou dinheiro no apartamento de Thatiana e também apreendeu o celular e o carro dela.

Defesa nega participação no esquema

No pedido de soltura, a defesa disse que não há provas concretas de que Thatiana participou dos crimes. De acordo com o advogado, as principais suspeitas da investigação são contra o irmão dela, Marcio Theodoro, que continua preso no Tocantins por suspeita de tráfico internacional.

A defesa também argumentou que a prisão não pode ser justificada apenas pela gravidade dos crimes ou pelo fato de ela ser parente de outro investigado. Para o advogado, seria preciso mostrar que a empresária solta poderia atrapalhar as investigações, oferecer perigo à ordem pública ou ao andamento do processo.

O advogado também lembrou que, se fosse preciso, medidas cautelares poderiam substituir a prisão, como usar tornozeleira ou comparecer à Justiça. Ele ainda citou que Thatiana cuida da filha menor de idade.

Defesa questiona apreensão do celular

Outro ponto levantado pela defesa é como o celular de Thatiana foi tratado durante a operação. Segundo Fernando Faria, o aparelho teria sido acessado antes de ser lacrado, sem autorização judicial específica para ver o conteúdo. A defesa vai questionar a legalidade do procedimento e a preservação das provas digitais.

A defesa também alega que a abordagem a Thatiana começou na rua e continuou sem a presença de um representante da OAB, mesmo ela sendo advogada.

A defesa acredita que essas falhas podem comprometer a integridade e a rastreabilidade dos dados encontrados no celular.

Operação Bóreas

Thatiana foi presa na terça-feira (25) durante uma operação que investiga um grupo suspeito de transportar drogas e armas para fora do país. A investigação quer descobrir o papel de cada um e se há ligação entre eles. A soltura dela não encerra o caso, e ela segue como investigada.


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