25 de agosto de 2026

Nora confessa matar sogra a pauladas para impedir separação do marido

POLÍCIA Crime 25/08/2026 10:09 Jardes Johnson, g1 MT g1.globo.com

Alessandra do Nascimento Gonçalves, de 29 anos, confessou ter matado a sogra, Maria Aparecida da Silva, de 53 anos, a pauladas em Confresa (MT). Ela alegou desespero após o marido ameaçar deixá-la e os filhos, e que se arrependeu.

Alessandra do Nascimento Gonçalves, de 29 anos, afirmou em depoimento à polícia que matou a sogra, Maria Aparecida da Silva, de 53 anos, a pauladas, após entrar em desespero diante da possibilidade de o marido deixá-la e deixar os filhos. O crime ocorreu dentro de uma casa em Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, no último sábado (22).

Segundo Alessandra, o marido estava ameaçando terminar o relacionamento. No depoimento, ela relatou que acreditava que, se algo acontecesse com a sogra enquanto ela estivesse ao lado dele demonstrando apoio, o marido não iria embora.

  • Nora confessou ter matado a sogra a pauladas no sábado (22) em Confresa (MT)
  • Ela alegou que agiu por desespero após o marido ameaçar terminar o relacionamento
  • A vítima era ex-servidora municipal e a prefeitura decretou luto oficial de três dias
  • Alessandra afirmou ter se arrependido e permaneceu no local até a chegada da polícia
  • A Polícia Civil investiga o caso e a suspeita permanece presa
"Meu marido estava ameaçando me deixar e deixar as crianças e eu entrei em desespero com aquilo tudo", afirmou.

Alessandra também disse que deveria ter entrado no trabalho às 4h daquele dia, mas acordou atrasada e não foi. Em seguida, pegou uma chave que tinha e foi até a casa onde o crime ocorreu.

"Quando eu fui pra cima dela, ela gritou, depois vi que ela não gritou mais. Aí eu entrei em desespero porque eu não sabia mais o que fazer", disse.

De acordo com o depoimento, Alessandra permaneceu no local após o crime porque se arrependeu e não teve coragem de deixar a sogra na casa. Ela também afirmou que jogou objetos da vítima, como carteira e celular, na casa de um vizinho.

Ao falar sobre os filhos, Alessandra voltou a demonstrar arrependimento.

"Eu preciso ver meus filhos, eles só tinham a mim e eu estraguei tudo. Não era uma pessoa qualquer, era a avó deles", disse.

Durante o depoimento, Alessandra afirmou que não possui advogado. A motivação e as demais circunstâncias do crime ainda são investigadas pela Polícia Civil, enquanto Alessandra permanece presa.

Entenda o caso

Maria Aparecida foi morta por volta das 6h35 de sábado. Vizinhos acionaram a Polícia Militar após ouvirem gritos de socorro vindos da residência.

Segundo a Polícia Civil, quando os policiais militares chegaram ao endereço, encontraram o portão trancado. A equipe tentou contato com os moradores, mas não teve resposta e precisou subir no muro para verificar o que estava acontecendo.

Ao perceber a presença dos policiais, Alessandra abriu o portão e disse que havia ocorrido uma "tragédia" com a sogra.

Dentro da casa, os policiais encontraram Maria caída no chão, com grande quantidade de sangue ao redor do corpo. Conforme a polícia, ela estava com um fio de extensão elétrica no pescoço e apresentava ferimentos provocados por um objeto contundente. Um pedaço de madeira com sinais de sangue foi apreendido no local.

Segundo o delegado plantonista Daniel Moura, Alessandra foi levada para prestar esclarecimentos e confessou o crime durante o depoimento. Inicialmente, conforme o delegado, ela relatou que enfrentava problemas familiares e que teve um surto.

Equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estiveram na residência para realizar a perícia e iniciar a investigação.

Maria Aparecida era ex-servidora pública municipal. Após a morte, a Prefeitura de Confresa decretou luto oficial de três dias e publicou uma nota destacando os anos em que ela trabalhou no serviço público.


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