Operação da Polícia Federal cumpre 13 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de desviar recursos públicos destinados à educação na cidade do Rio de Janeiro. A investigação aponta irregularidades em contratos da Secretaria Municipal de Educação.
A Polícia Federal cumpre, nesta quinta-feira (16), 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos de desviar recursos públicos destinados à educação no Rio de Janeiro. A operação, batizada de 'Balança', investiga irregularidades em contratos da Secretaria Municipal de Educação.
Segundo as investigações, o esquema envolvia a contratação de empresas fantasmas para o fornecimento de materiais escolares e serviços de manutenção, com superfaturamento e desvio de verbas. O prejuízo estimado é de R$ 15 milhões.
- 13 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diferentes endereços.
- São investigadas irregularidades em contratos da Secretaria Municipal de Educação do Rio.
- Empresas fantasmas eram usadas para desviar dinheiro público.
- O prejuízo estimado é de R$ 15 milhões.
- As penas para os crimes podem chegar a 12 anos de prisão.
Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal do Rio e cumpridos em bairros da capital e da região metropolitana, incluindo a sede da Secretaria Municipal de Educação. Durante as buscas, os agentes apreenderam documentos, computadores e outros materiais que podem ajudar nas investigações.
Envolvidos
A PF não informou os nomes dos investigados, mas afirmou que as irregularidades ocorreram entre 2021 e 2024. Entre os alvos estão servidores públicos, empresários e um ex-secretário municipal adjunto de Educação.
O esquema funcionava da seguinte forma: as empresas contratadas superfaturavam os serviços e parte do valor extra era repassada a servidores públicos e empresários envolvidos. As investigações continuam, e os suspeitos poderão responder pelos crimes de peculato, corrupção passiva e ativa, e lavagem de dinheiro.
A Secretaria Municipal de Educação informou que está colaborando com as investigações e que irá apurar os fatos internamente. A PF ressalta que os suspeitos são considerados inocentes até prova em contrário.

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