A policial penal Jorcenilma Franca Viegas, suspeita de atirar mais de dez vezes contra um entregador de aplicativo, foi solta após uma semana presa em Cuiabá. Ela vai usar tornozeleira eletrônica e cumprir medidas cautelares.
A policial penal Jorcenilma Franca Viegas, suspeita de atirar mais de 10 vezes contra um entregador de aplicativo, foi solta após passar cerca de uma semana presa em Cuiabá. Ela deixou a prisão no domingo (9), usando tornozeleira eletrônica e com medidas cautelares determinadas pela Justiça.
- O crime ocorreu no dia 22 de julho, no bairro CPA 4, em Cuiabá.
- As câmeras de segurança registraram os disparos durante uma entrega de celular.
- A policial foi presa preventivamente no dia 5 de agosto.
- Ela foi afastada das funções pela Secretaria de Justiça (Sejus).
- O entregador Carlos Felipe segue internado em estado grave, mas melhorou.
O crime ocorreu no fim de julho, no bairro CPA 4, em Cuiabá. Uma câmera de segurança registrou o momento em que o motociclista foi atingido pelos disparos durante uma entrega de um celular.
Jorcenilma havia sido presa preventivamente no dia 5 de agosto. Com a decisão que determinou a soltura, ela está proibida de se aproximar da vítima e de sair de casa, além de ser monitorada por tornozeleira eletrônica.
Após a prisão, a policial penal também foi afastada das funções. Segundo a Portaria n.º 00258/2026, da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), o afastamento ocorreu por motivo de prisão flagrante ou preventiva com ônus.
Jorcenilma é policial penal e está lotada na Gerência do Grupo de Intervenção Rápida. O entregador Carlos Felipe Magalhães Fernandes, de 34 anos, continua internado em estado grave, mas apresenta melhora no quadro de saúde.
Ele foi atingido por mais de 10 disparos durante a entrega. As circunstâncias que levaram aos tiros ainda são investigadas pela Polícia Civil.
Segundo a Polícia Civil, a prisão foi decretada após o avanço das investigações. Um dos pontos considerados é que a versão inicial de que a vítima teria reagido e tentado tomar a arma de fogo da policial não foi confirmada pelas imagens de câmeras de segurança apreendidas durante a apuração.
O caso ocorreu no dia 22 de julho, quando Carlos Filipe foi baleado pela policial penal. As imagens registram o momento em que o motociclista chega ao local, onde é aguardado por Jorcenilma e pela filha dela.
Na sequência, a policial se identifica, ordena que o homem se deite no chão e, pouco depois, efetua os primeiros disparos. O vídeo também mostra a vítima tentando deixar o local com a motocicleta enquanto os tiros continuam.
Em seguida, Carlos abandona o veículo e tenta fugir empurrando a moto, mas cai. As imagens registram mais de dez disparos durante a ação.
Inicialmente, a ocorrência registrada pela Polícia Militar apontava o caso como uma suposta extorsão. Conforme essa versão, Carlos teria encontrado um celular perdido pela filha da policial e exigido dinheiro para devolver o aparelho.
No entanto, as imagens analisadas pela investigação não corroboram a informação de que o motociclista tentou tomar a arma da policial, circunstância que constava no relato inicial da ocorrência.

Policial penal Jorcenilma Franca Viegas






