20 de outubro de 2026

Presidente do Chile manda expulso imigrantes após ataques a ônibus e saques

Mundo Expulsão 20/10/2026 08:32 Eliseu Caetano - Jovem Pan jovempan.com.br

José Antonio Kast determinou a expulsão de estrangeiros envolvidos em distúrbios violentos no domingo. A medida ocorre enquanto países europeus enfrentam protestos e confrontos semelhantes, com prisões em massa na França e ataques em cidades italianas.

O presidente do Chile, José Antonio Kast, decidiu agir com firmeza contra o crime. Ele determinou que o Ministério do Interior e o Serviço Nacional de Migrações usem todas as ferramentas legais para expulsar estrangeiros que participaram dos atos de violência registrados no dia 18 de outubro. O anúncio oficial foi feito nas redes sociais na noite da segunda-feira, 19 de outubro.

Em suas redes, Kast foi direto: Não vamos permitir que cidadãos estrangeiros venham ao Chile cometer crimes e participar de atos violentos para alterar a ordem pública. A mensagem reforça o tom duro adotado pela gestão para lidar com a insegurança.

  • Kast usou as redes sociais para anunciar a medida de expulsão de imigrantes envolvidos em violência.
  • Na capital Santiago, foi registrado o incêndio de ônibus e o ataque a um motorista com pedras e barras de ferro.
  • O projeto de lei para acelerar expulsões já passou da Câmara dos Deputados e agora segue para o Senado.
  • Na Europa, protestos contra o custo de vida geraram 2.400 prisões na França e destruição em cidades da Itália.
  • O presidente Emmanuel Macron condenou os ataques, mas reconheceu o direito de quem protestou de forma pacífica.

Além da ordem de expulsão, o governo chileno comemorou uma vitória no Congresso. Um projeto de lei que visa acelerar os processos administrativos de expulsão de imigrantes em situação irregular foi aprovado na Câmara dos Deputados. Agora, a proposta precisa ser analisada e votada pelo Senado. A publicação de Kast não informou, no entanto, quantas expulsões já foram efetivamente executadas até o momento.

Violência registrada na capital Santiago

Os distúrbios concentraram-se na região metropolitana de Santiago. Os registros mostram a queima de um ônibus e o ataque a outro veículo de transporte público. Houve ainda uma tentativa de saque a um supermercado local. Os eventos ocorreram no domingo, 18 de outubro, gerando pânico entre os moradores.

Em um dos episódios mais graves, na zona de Pedro Aguirre Cerda, pessoas encapuzadas obrigaram os passageiros a descer do ônibus. Em seguida, os atacantes incendiaram um ônibus articulado. O caso ilustra o nível de brutalidade dos confrontos.

Já no bairro de Peñalolén, o motorista de um veículo foi ferido. Ele sofreu um ataque covarde com pedras, barras de ferro e pedaços de madeira. A resposta do presidente Kast veio como um recado de que a ordem pública será defendida a qualquer custo.

Contexto internacional de protestos

A decisão de Kast acontece em um cenário global de tensão. Diversos países europeus estão vivendo ondas de manifestações e endurecimento do discurso de autoridades. Embora as causas e os participantes sejam diferentes em cada nação, os governos estão sob pressão para equilibrar as demandas sociais com o controle da violência.

Na França, os protestos contra o alto custo de vida e a queda na qualidade dos serviços públicos acabaram em saques, incêndios e brigas. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, divulgou um balanço pesado: 2.400 prisões e quase mil policiais feridos. Além disso, um manifestante morreu após uma parada cardíaca em Paris.

O presidente francês, Emmanuel Macron, reagiu com dureza. Ele declarou: Nada justifica, nada explica, nada desculpa. Ainda assim, Macron fez questão de reconhecer que as reivindicações de quem protestou de forma pacífica eram legítimas, separando os manifestantes dos violentos.

Reações na Itália, Albânia, Portugal e Espanha

Na Itália, a primeira-ministra Giorgia Meloni condenou os confrontos que ocorreram em cidades importantes como Milão, Turim e Bolonha. As mobilizações pediam melhores salários, moradia digna e serviços públicos, além de criticar o aumento do custo de vida. Meloni afirmou: Manifestar-se é um direito. Incendiar nossas cidades não é. Ela pediu à oposição que condenasse a violência de forma clara.

Em Milão, houve ataques com pedras contra policiais. Em Turim, objetos usados para a destruição foram apreendidos. Em Bolonha, a estação ferroviária foi fechada preventivamente para evitar novos ataques. A primeira-ministra buscou unir o espectro político na rejeição ao vandalismo.

Na Albânia, os protestos contra o governo do primeiro-ministro Edi Rama também se tornaram violentos. Os manifestantes exigem a saída de Rama do poder e cobram respostas sobre corrupção e as precárias condições de vida na população. Rama escreveu: Os protestos são um direito, enquanto a violência é um crime. Para o governo albanês, essa separação é uma linha vermelha que não pode ser cruzada.

Em Portugal, a crise da habitação foi o gatilho para os manifestantes irem às ruas. O governo respondeu com firmeza. O ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, declarou que o governo não cederá aos gritos da rua. Ele defendeu que as soluções para a habitação não devem ser determinadas pelo tumulto e pela pressão popular desordenada.

Na Espanha, acampamentos contra os altos preços dos aluguéis se espalharam por cidades como Madri. Manifestações semelhantes ocorreram em Lisboa e no Porto, em Portugal. A dificuldade de encontrar moradia acessível é um dos principais motivos de insatisfação e revolta dos jovens nesses países, alimentando a radicalização.

Imigração como tema central da disputa

A imigração tornou-se um ponto nevrálgico na política sobre os distúrbios. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump culpou os imigrantes pela violência na França e defendeu o fechamento total das fronteiras. No entanto, as autoridades francesas negaram qualquer responsabilidade dos imigrantes como grupo pelo ocorrido, focando nos agitadores.

No Chile, a ordem anunciada por Kast é específica: ela se dirige aos estrangeiros que foram apontados como participantes diretos dos atos violentos de domingo. A medida visa enviar um sinal claro de que a soberania e a segurança nacional não serão ameaçadas por elementos externos que busquem a desordem.


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