Nikolai Patrushev afirmou que Moscou usaria todo o seu arsenal caso a Polônia entrasse em conflito, declarando que o país seria destruído em dois ou três dias, reação a tensões após ataques próximos à fronteira.
O conselheiro do presidente russo, Nikolai Patrushev, afirmou nesta terça-feira que Moscou está preparada para utilizar todo o seu arsenal militar contra a Polônia, caso Varsóvia decida entrar em um conflito militar com a Rússia.
Segundo Patrushev, uma eventual guerra poderia levar à destruição completa do Estado polonês em um período muito curto, de apenas poucos dias.
- A Rússia ameaça usar todo o seu poderio militar contra a Polônia.
- A destruição do país polonês ocorreria em apenas dois ou três dias, segundo o conselheiro.
- O alerta é uma reação a declarações do ministro das Relações Exteriores da Polônia.
- Ataques russos na Ucrânia próximos à fronteira polonesa aumentaram as tensões.
- Um drone russo atingiu um trem de passageiros ligado à Polônia na última semana.
Ameaça direta e avaliação de poderio militar
Segundo o conselheiro russo, se a Polônia se envolver em ações militares contra a Rússia, o país mobilizará todo o seu arsenal de forças e recursos. Patrushev declarou que o Estado polonês deixará de existir no espaço de dois ou três dias.
Essa declaração é uma resposta direta às palavras do ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radosaw Sikorski, que havia comentado sobre as capacidades militares dos dois países. Na avaliação de Patrushev, o chanceler polonês estaria subestimando potencial militar russo.
O conselheiro chegou a usar termos fortes ao dizer que Sikorski faz uma avaliação amadora do poderio militar russo. Ele reforçou que, durante a operação militar especial, as Forças Armadas rus não utilizam todo o seu potencial.
É importante lembrar que a Rússia usa o nome oficial de operação militar especial para se referir à guerra que iniciou contra a Ucrânia, tentando suavizar a natureza do conflito em suas comunicações oficiais.
Tensões elevadas após ataques na fronteira
Na noite de segunda-feira, Sikorski afirmou, em entrevista ao programa de televisão Tak jest, que a Polônia estava entrando em uma zona cinzenta de crise. Ele defendeu a necessidade de adotar medidas diante do aumento das tensões na região.
Essas declarações acontecem após a Rússia intensificar, no fim de semana, os ataques contra áreas da Ucrânia próximas à fronteira com a Polônia. O governo de Moscou afirma que as operações fazem parte das missões regulares das Forças Armadas russas na região.
No domingo, um drone russo atingiu a locomotiva de um trem de passageiros que fazia a ligação entre Kiev e Varsóvia. O ataque aconteceu quando a composição estava a cerca de dois quilômetros da fronteira polonesa, gerando pânico.
Alertas de escalada e reação da União Europeia
As autoridades de Varsóvia também informaram que outro drone atingiu um posto de abastecimento de combustível próximo a uma passagem de fronteira, ainda em território ucraniano. Os incidentes aumentaram a preocupação com a segurança na região.
O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, presidiu uma reunião de emergência após os ataques e alertou para a possibilidade de uma intensificação das ações militares russas na Ucrânia. Segundo ele, uma eventual escalada poderia atingir também o território polonês diretamente.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que o ataque contra o trem ucraniano teve como objetivo assustar os aliados da Ucrânia. O objetivo seria pressioná-los a abandonar o apoio a Kiev no conflito armado.

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