22 de agosto de 2026

Ucrânia e Rússia trocam ataques e deixam 13 mortos

Mundo Guerra 22/08/2026 15:30 AFP jovempan.com.br

Nova onda de ataques entre Ucrânia e Rússia mata 13 pessoas: 7 em bombardeios russos no território ucraniano e 6 em ataques ucranianos na Rússia e na Crimeia.

Neste sábado (22), bombardeios russos mataram 7 pessoas na Ucrânia, enquanto ataques ucranianos na Rússia e na Crimeia deixaram 6 mortos.

Quatro anos e meio depois do começo da invasão russa, os dois países aumentaram os ataques nas últimas semanas, causando mais mortes de civis.

  • 7 ucranianos mortos em bombardeios russos e 6 russos e da Crimeia em ataques ucranianos.
  • Shopping center em Kryvyi Rih foi atingido na sexta-feira, matando 16 pessoas.
  • Macron prometeu enviar mísseis interceptadores para ajudar a Ucrânia.
  • Zelensky chamou o segundo ataque de cínico e desprezível.
  • A Ucrânia também atingiu armazéns de empresas russas, como Ozon.

Os novos ataques ocorreram enquanto equipes de resgate procuravam vítimas nos escombros de um shopping center em Kryvyi Rih, no centro da Ucrânia. Na sexta-feira, um ataque com drones russos matou 16 pessoas ali.

Com mais ataques de longo alcance dos dois lados, o presidente da França, Emmanuel Macron, prometeu enviar novos mísseis interceptadores para ajudar a Ucrânia a se defender.

Na Ucrânia, as sirenes de alerta para ataques com mísseis russos tocaram novamente neste sábado em Kiev.

As autoridades regionais informaram que 2 pessoas morreram e 8 ficaram feridas em Boríspol, perto da capital, e 3 morreram e 15 ficaram feridas na região de Zaporizhzhia, no sul, durante as ondas de ataques russos.

Outros ataques russos durante a noite já haviam matado duas pessoas, uma em Zaporizhzhia e outra em Kiev.

Fornecimento de mísseis interceptadores

A Ucrânia pede, há meses, aos aliados ocidentais que enviem mísseis interceptadores americanos Patriot, essenciais para enfrentar os mísseis balísticos russos, que são quase impossíveis de derrubar.

Macron disse: "Anunciei ao presidente Zelensky o reforço do nosso apoio, com o envio de interceptadores. É essencial que todos os países que têm esses meios também se unam a este esforço".

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, em visita a Kiev, disse que conversou com outros países europeus e deve discutir o assunto na próxima semana com o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

Os líderes dos países aliados de Kiev se reunirão por videoconferência na segunda-feira (24), Dia da Independência da Ucrânia, para discutir o apoio ao país.

Wadephul e Macron acusaram a Rússia de atacar a população civil após o ataque com drones contra um shopping center em Kryvyi Rih, cidade natal de Zelensky, a cerca de 60 km da linha de frente.

O balanço atual diz que 16 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas, e 3 seguem desaparecidas, segundo as autoridades da região.

Os ataques causaram incêndios no shopping center e obrigaram várias vítimas, cobertas de sangue, a correr pelas ruas.

Zelensky denunciou que um segundo ataque com drone, meia hora depois do primeiro, foi uma tentativa "absolutamente cínica e desprezível" de matar os socorristas que chegavam ao local.

Várias pessoas montaram um memorial no local neste sábado, com cartas e flores sobre a grama.

Mortos na Rússia e na Crimeia

A Ucrânia continua bombardeando a Rússia e os territórios ocupados por Moscou.

Duas pessoas morreram em Sebastopol, na Crimeia anexada pela Rússia, em um ataque com drones ucranianos contra um ônibus, segundo as autoridades locais.

Na Rússia, "infraestruturas civis e edifícios residenciais do distrito de Yeisk foram alvos de um ataque com drones", declarou o governador da região de Krasnodar, Veniamin Kondratiev, citando a morte de duas crianças.

O comando operacional da região informou a morte de uma terceira vítima no hospital.

Outro ataque com drone ucraniano na região central de Samara deixou um morto, segundo o governador local.

As forças ucranianas também atacaram um armazém da gigante do comércio eletrônico Ozon, ampliando ataques contra o setor após um mês de bombardeios direcionados a outras empresas, como a Wildberries.


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