O presidente da Argentina, Javier Milei, assinou um decreto que proíbe a entrada ou determina a expulsão de estrangeiros que promovam ódio, discriminação ou violência contra argentinos. A medida é uma resposta a recentes manifestações de hostilidade contra o país e surge em meio a uma crise diplomática com o Brasil.
O presidente da Argentina, Javier Milei, assinou um decreto que proíbe a entrada ou determina a expulsão de estrangeiros que promovam ódio, discriminação ou violência contra argentinos por causa da nacionalidade deles.
- O decreto foi assinado para proteger os argentinos de ataques e ofensas.
- A medida vale para qualquer estrangeiro que atacar o país ou seus símbolos nacionais.
- A crise entre Argentina e Brasil começou após declarações fortes de Milei contra o governo brasileiro.
- Milei chamou um ministro do STF de 'lixo careca' e criticou o ex-presidente Lula.
- O governo brasileiro respondeu com ironia e convocou o embaixador argentino para dar explicações.
A medida foi anunciada pelo gabinete da Presidência argentina nesta quarta-feira (29). De acordo com o governo do país vizinho, a decisão é uma resposta a 'recentes manifestações de hostilidade' contra a Argentina.
O DNU (Decreto de Necessidade e Urgência) barra ou expulsa estrangeiros que atacarem o país. A punição também será aplicada a quem cometer atos classificados como ofensivos aos símbolos nacionais da Argentina.
A Presidência argentina declarou que a defesa dos cidadãos e símbolos não é negociável. 'Quem atacar a República Argentina não é bem-vindo em nosso país', diz o comunicado oficial divulgado pelo governo de Milei.
'Diante das recentes manifestações de hostilidade contra a República Argentina e os argentinos, o Governo Nacional reafirma que a defesa da Nação, de seus cidadãos e de seus símbolos não é negociável. Quem atacar a República Argentina não será bem-vindo em nosso país', declarou o Gabinete da Presidência.
Decreto em meio a crise com o Brasil
Javier Milei afirmou em São Paulo que confia em Flávio Bolsonaro (PL) para 'deter o lixo socialista'. A fala aconteceu na convenção que oficializou o senador como candidato à presidência pelo partido.
O argentino chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal de 'lixo careca'. A ofensa foi dirigida a Alexandre de Moraes, que proibiu uma visita dele ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 'Sei que Lula se cansou de receber dirigentes do exterior quando estava preso. Entre eles, o nefasto ex-presidente argentino Alberto Fernandez', afirmou Milei.
O jornal La Nación publicou que a Casa Rosada não deve pedir desculpas a Brasília pelas declarações de Milei. A informação foi fornecida por um alto funcionário do governo argentino.
Resposta do Planalto
'Quem é esse cara', declarou Lula. O presidente brasileiro respondeu de forma irônica a jornalistas que lhe questionaram sobre as declarações feitas por Javier Milei no fim de semana.
Geraldo Alckmin classificou os ataques do presidente argentino Javier Milei ao Brasil como 'lamentáveis'. O vice-presidente afirmou que Milei presta um desserviço ao próprio país ao se envolver de forma grosseira em assuntos internos brasileiros.
O episódio detonou uma crise diplomática inédita entre os dois países. Após o episódio, o Itamaraty convocou o embaixador argentino no Brasil para prestar esclarecimentos.

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