24 de julho de 2026

Irã recusa proposta de cessar-fogo dos EUA com mediação do Iraque

Mundo Conflito 24/07/2026 08:30 Jovem Pan jovempan.com.br

O governo do Irã recusou uma proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos, que foi mediada pelo primeiro-ministro do Iraque. O Irã não quer um acordo temporário e exige que as negociações incluam o Estreito de Ormuz, uma rota importante para o petróleo mundial. As conversas não avançaram, e os EUA continuam bombardeando o Irã há 13 noites seguidas.

O governo do Irã recusou uma proposta de cessar-fogo feita pelos Estados Unidos, com a ajuda do primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi. A notícia foi divulgada nesta quinta-feira (23) pelo jornal The New York Times, que ouviu fontes dos governos iraniano e iraquiano.

O Irã não mostrou interesse em um acordo temporário. Autoridades iranianas disseram ao jornal que qualquer negociação precisa incluir a questão do Estreito de Ormuz, um corredor muito importante para o transporte de petróleo no mundo. Os termos da proposta americana não foram revelados.

  • O Irã recusou a proposta de cessar-fogo dos EUA, que foi mediada pelo Iraque
  • O Irã não quer um acordo temporário e exige negociar o Estreito de Ormuz
  • O primeiro-ministro do Iraque se encontrou com Trump e depois foi ao Irã para tentar a mediação
  • O chanceler iraniano disse que o Irã e os EUA já têm canais para se comunicar
  • Os EUA bombardeiam o Irã há 13 noites seguidas, e o conflito pode piorar

A tentativa de acordo aconteceu depois que Al-Zaidi foi à Casa Branca se encontrar com o presidente Donald Trump. Depois, o premiê iraquiano foi para Teerã, onde conversou com o presidente Masoud Pezeshkian, o general Mohammad Bagher Ghalibaf, que é o principal negociador iraniano, e o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.

Em entrevista à TV estatal do Irã, Araghchi confirmou que o primeiro-ministro iraquiano contou o que viu nas reuniões em Washington. Mas o chanceler minimizou o papel da mediação e disse que a comunicação entre Irã e EUA não precisa de novos intermediários, porque os dois lados já têm formas de enviar mensagens.

Enquanto as negociações não avançam, autoridades iranianas acham que o conflito pode piorar se Trump colocar em prática as ameaças de atacar Teerã e outras infraestruturas importantes do país. De acordo com o New York Times, duas fontes ligadas ao governo disseram que, nesse caso, o Irã pode aumentar sua resposta militar, incluindo ataques contra Tel Aviv e ações de grupos houthis para tentar parar a navegação no estreito de Bab al-Mandab, uma rota marítima importante no Mar Vermelho.

Nesta quinta-feira, os Estados Unidos fizeram a 13ª noite seguida de bombardeios contra o Irã, desde que o acordo de cessar-fogo entre os dois países acabou em junho. Segundo o jornal, as últimas semanas tiveram ataques americanos a bases militares e estruturas de transporte iranianas, enquanto o Irã respondeu com mísseis balísticos e drones contra posições militares dos EUA no Oriente Médio.


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