24 de julho de 2026

Moraes ordena prisão de suspeita de participar dos atos golpistas

Mundo CADEIA NELA 24/07/2026 07:31 PODER360 folhamax.com

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou prender uma técnica agrícola que estava sendo investigada por causa dos atos de 8 de janeiro. A decisão foi tomada porque ela não cumpriu as regras que a Justiça tinha imposto e não foi encontrada para ser notificada.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão preventiva da técnica agrícola Taís Simone Prado Leal, investigada pelos atos do 8 de janeiro. A decisão foi expedida na quarta-feira (22 de julho de 2026) depois que a acusada descumpriu medidas cautelares e não foi localizada para intimação. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.

Natural de Petrolina (PE), Taís é investigada por participação nos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília. O mandado de prisão foi decretado depois que a Secretaria de Administração Penitenciária de Pernambuco (Seap-PE) tentou instalar o equipamento de monitoramento eletrônico determinado pelo STF, mas não conseguiu encontrá-la.

  • Taís havia feito um acordo com a Justiça, mas ele foi cancelado por novas evidências
  • A polícia encontrou mensagens em que ela sugeria usar atiradores para tirar o presidente Lula do poder
  • Dados de celular e vídeos mostram que ela estava em Brasília no dia 8 de janeiro
  • Ela não usou a tornozeleira eletrônica e não foi ao tribunal, como tinha sido ordenado
  • O juiz considerou que ela estava fugindo e representava um risco para a lei

Acordo revogado e novas evidências

Taís havia firmado um acordo de não persecução penal (ANPP) com a Procuradoria Geral da República (PGR) em 3 de março de 2024. No instrumento, confessou participação no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, onde manifestantes pediam intervenção militar.

Em março de 2025, Moraes revogou o acordo depois que a Polícia Federal (PF) extraiu dados do celular da acusada. Para a PGR, as novas informações indicam que Taís teve participação mais ampla nos atos do que a admitida na confissão apresentada para fechar o ANPP.

Entre os elementos levantados pela PF estão dados de geolocalização que colocam o aparelho dela na Esplanada dos Ministérios no dia 8 de janeiro. A corporação também localizou vídeos dela no local, ao lado de outros manifestantes. A própria Taís teria afirmado estar em Natal (RN) em 6 de janeiro e que seguiria para Brasília dois dias depois.

Os investigadores também identificaram mensagens enviadas por ela em 3 de janeiro. Em um dos trechos, Taís menciona os CACs (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores) como possível "solução" para retirar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do poder.

"Solução agora na minha opinião é os atiradores ajudar nós ou vão entregar suas armas Os CACs", afirmou.

Prisão preventiva decretada

Além do não cumprimento do monitoramento eletrônico, Taís deixou de comparecer ao juízo responsável pela fiscalização das medidas cautelares. As circunstâncias foram avaliadas por Moraes como indícios de evasão e risco à aplicação da lei penal, o que justificou a decretação da prisão preventiva.

"A acusada está deliberadamente desrespeitando as medidas cautelares impostas nestes autos, revelando seu completo desprezo por esta Suprema Corte e pelo Poder Judiciário, havendo indícios claros de evasão, em evidente risco à aplicação da lei penal. Assim, não resta alternativa diferente da decretação da prisão preventiva da ré, a qual se encontra em local incerto e não sabido", escreveu Moraes na decisão.

O Poder360 tentou entrar em contato com Taís e sua defesa mas não teve sucesso em encontrar um telefone ou e-mail válido. Este jornal digital seguirá tentando fazer contato e o texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada.


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