24 de outubro de 2026

Governo de SP nega que assassino em série matou 13 pessoas

Geral Segurança 24/10/2026 11:24 Estadao Conteudo / Notícias ao Minuto noticiasaominuto.com.br São Paulo SP

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que não há indícios de que as 13 mortes investigadas em São Paulo tenham sido cometidas por um mesmo indivíduo, descartando a hipótese de um assassino em série por enquanto.

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, declarou na quinta-feira que a investigação sobre 13 mortes registradas na capital e na Região Metropolitana não aponta para a atuação de uma única pessoa. Segundo o secretário, cada caso está sendo analisado de forma individual e, até o momento, nenhum ponto em comum foi encontrado que sugira a ação de um assassino em série.

A declaração foi feita após uma reunião com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Nico reforçou que a polícia está coletando dados de todas as investigações para checar se há qualquer ligação entre as vítimas. "Até agora, não encontramos indícios de que esses 13 casos tenham sido praticados pela mesma pessoa", afirmou. Ele garantiu que nenhuma hipótese foi descartada por completo.

  • O secretário nega que um assassino em série esteja por trás das 13 mortes.
  • A polícia investiga se há conexões entre os casos, mas nada foi confirmado.
  • Prisões já foram feitas em alguns dos casos investigados.
  • Motivações variam entre crimes sexuais e tráfico de drogas.
  • A polícia aguarda laudos periciais para esclarecer novas mortes.

Investigação separada e suspeitos já identificados

O secretário ressaltou que a polícia já identificou suspeitos em diversos casos e que medidas cautelares, como prisões preventivas, já foram executadas. "Cada caso tem sua investigação e o seu suspeito, e já temos prisão preventiva decretada em alguns", disse. Essa abordagem indica que, apesar da quantidade de vítimas, o foco continua sendo a individualidade de cada crime.

Ivalda Aleixo, delegada diretora do DHPP, explicou que as apurações iniciais apontam para motivações diferentes. Dentre os elementos levantados, estão crimes de natureza sexual e casos vinculados ao tráfico de drogas. Essa diversidade de motivações fortalece a tese de que os crimes não necessariamente partem de uma única fonte.

O delegado-geral da Polícia Civil, Artur José Dian, detalhou que as ocorrências na capital e na Macro São Paulo (Demacro) seguem linhas de investigação distintas. As equipes analisam possíveis coincidências, mas até agora nenhuma semelhança relevante foi encontrada. "Com a compilação de todas as investigações, estamos checando também eventuais semelhanças entre os casos que ainda não foram encontradas", explicou Dian.

Laudos e o caso do tribunal do crime

Quanto aos dois casos registrados na quinta-feira, Nico informou que um envolvia um homem em situação de rua, sem sinais de violência, com morte provavelmente por causas naturais. No outro caso, uma mulher, a polícia avalia a ingestão de substâncias tóxicas e aguarda os laudos periciais para dar prosseguimento.

Apesar da negativa sobre o serial killer, a polícia mantém a atenção para possíveis conexões com o "tribunal do crime" do Primeiro Comando da Capital (PCC). Esta é uma espécie de Justiça paralela da facção criminosa. Em pelo menos sete dos casos, as vítimas já foram identificadas, e as linhas de investigação incluem hipóteses de vingança ou justiçamento.


Aa

Receba atualizações

no seu e-mail