05 de setembro de 2026

Rede nacional de apoio combate abuso de crianças com novo site grátis

Geral Proteção 05/09/2026 15:25 Letycia Treitero Kawada, Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

Plataforma digital reúne contatos de mais de 3,5 mil conselhos tutelares e guias para denunciar crimes sexuais contra menores, incluindo casos na internet.

O Movimento Violência Sexual Zero apresentou uma nova ferramenta digital para facilitar a denúncia de crimes. A iniciativa cria um mapa nacional com o contato de conselhos tutelares. O objetivo é tornar o acesso à justiça mais rápido e simples para vítimas e responsáveis.

Gratuito e aberto a todos, o site funciona como um atalho para os mais de 3,5 mil conselhos tutelares existentes pelo país. A plataforma disponibiliza informações de contatos atualizadas, eliminando a necessidade de buscas dispersas e confusas em cada município.

  • A nova ferramenta digital reúne os contatos de mais de 3,5 mil conselhos tutelares do Brasil em um só lugar, de forma gratuita.
  • O país saltou da 27ª para a 5ª posição mundial no número de denúncias de abuso sexual infantil online entre 2022 e 2024, segundo a InHope.
  • Os números mostram que apenas 8,5% dos casos registrados no país chegam a ser denunciados formalmente pelas vítimas ou familiares.
  • Além dos conselhos tutelares, a plataforma orienta sobre o uso do Disque 100, Polícia Militar (190) e Polícia Federal Rodoviária (191).
  • Educadores, famílias e empresas podem acessar livros, vídeos e materiais visuais para aprender a abordar o tema de forma segura com crianças e adolescentes.

O que é o Mapa Nacional dos Conselhos Tutelares

A plataforma digital foi fruto de uma parceria entre a Childhood Brasil, o Instituto Liberta, o Grupo Mulheres do Brasil e a Vibra Energia. O site também oferece instruções detalhadas sobre como formalizar uma denúncia relacionada a esse tipo de crime. O processo é desenhado para ser intuitivo, mesmo para quem nunca teve contato com a rede de proteção.

Um dos canais sugeridos pela ferramenta é o Disque 100, mantido pelo governo federal. O sistema pode ser acionado para solicitar a apuração de situações suspeitas. A ligação é totalmente gratuita e, o que mais tranquiliza os usuários, é que o denunciante pode se manter em total anonimato durante todo o procedimento.

Os telefones da Polícia Militar (190) e da Polícia Federal Rodoviária (191) também são indicados na plataforma. Esses números devem ser utilizados prioritariamente quando o usuário presencia uma violação em andamento ou se encontra em iminência de dano físico ou psicológico imediato.

Crianças, internet e a importância da orientação

O Brasil atingiu, nos últimos anos, um patamar bastante elevado de crimes sexuais envolvendo crianças, adolescentes e o ambiente online. A digitalização da sociedade trouxe novas formas de abuso, exigindo respostas rápidas e coordenadas por parte das instituições de proteção.

Em balanço recente da rede internacional InHope, o país subiu da 27ª posição para a 5ª posição. O período analisado foi de 2022 para 2024, no número de denúncias de páginas de distribuição de conteúdos de abuso sexual infantil. O crescimento reflete tanto a maior capacidade de rastreamento quanto a gravidade do fenômeno na web brasileira.

Empresas que desejem apoiar a causa e implementar ações concretas podem encontrar suporte na plataforma. Famílias e educadores também buscam, no site, materiais didáticos para saber como conversar sobre o tema com crianças e adolescentes. Ferramentas visuais e seriadas de vídeo ajudam a quebrar o gelo em assuntos delicados.

Os dados preocupantes por trás da ferramenta

O Movimento Violência Sexual Zero também destaca dados estatísticos coletados por instituições de referência, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o DataSUS. Esses dados fornecem a base técnica para as políticas de prevenção adotadas pelo projeto.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), outro integrante da lista de referências, traz um número alarmante e importante: apenas 8,5% dos casos registrados no país são denunciados. A subnotificação impede que as vítimas recebam o devido acolhimento e que os agressores sejam responsabilizados pela justiça.


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