Um tamanduá-mirim foi flagrado em cenas raras no Pantanal sul-mato-grossense, quase dormindo nos galhos e depois procurando insetos. O registro foi feito pelo fotógrafo e biólogo Maurício Abib e viralizou pela fofura do animal.
Um encontro raro e cheio de simpatia marcou a manhã da última quinta-feira (3) no Pantanal sul-mato-grossense. As imagens mostram um tamanduá-mirim em cenas que parecem traduzir a tranquilidade do Pantanal: ora quase dormindo sobre galhos de árvores, ora caminhando calmamente em busca de insetos.
- O registro foi feito pelo fotógrafo e biólogo Maurício Abib na MS-170, perto de Aquidauana (MS).
- O animal apareceu com uma expressão sonolenta e movimentos lentos, encantando quem viu.
- Maurício voltava de uma pousada com um hóspede, que nunca tinha visto um tamanduá-mirim antes.
- O tamanduá-mirim é difícil de ser avistado e é conhecido como tamanduá-de-colete.
- Ele se alimenta de formigas, cupins e outros pequenos insetos.
O registro foi feito pelo fotógrafo e biólogo Maurício Abib, nesta quinta-feira (3), por volta das 6h20, em uma área próxima à MS-170, entre Aquidauana e a região da Pousada Fazenda Barranco Alto.
Em entrevista ao portal Primeira Página, Maurício explicou que retornava da pousada acompanhado de um hóspede quando percebeu uma movimentação entre a vegetação. Acostumado a observar a paisagem durante os trajetos, ele pediu para parar o veículo ao reconhecer o animal.
Segundo o fotógrafo, além de ser um encontro pouco comum, a cena ganhou um significado especial porque o visitante que o acompanhava nunca havia visto um tamanduá-mirim na natureza. Para ele, momentos como esse representam uma das maiores recompensas do turismo de observação de fauna.
O Pantanal não para de surpreender. É um avistamento incrível atrás do outro, comentou ao compartilhar os registros.
Um despertar tranquilo no Pantanal
Nas imagens, o tamanduá aparece apoiado nos galhos com uma expressão que chamou atenção dos seguidores de Maurício. Com olhos semicerrados e movimentos lentos, o animal parece estar aproveitando os primeiros raios de sol da manhã.
O fotógrafo destacou que ficou encantado com a tranquilidade do animal, que permaneceu calmo mesmo com a presença dos observadores.
Com o coletinho, o rabo pronto para se prender à árvore e essa carinha de quem ainda não acordou ou talvez nem tenha ido dormir, ele estava simplesmente maravilhoso, brincou.
Encontros que tornam cada dia único
Formado em Biologia e atuando como guia de natureza desde 2018, Maurício afirma que experiências como essa reforçam sua paixão pela vida selvagem e pela missão de aproximar as pessoas da natureza.
Ele explica que cada observação tem valor, independentemente do tamanho ou da raridade do animal. Para o pesquisador, o encanto está justamente na diversidade da vida selvagem, que vai desde grandes mamíferos até os pequenos insetos que servem de alimento para espécies como o tamanduá-mirim.
Cada avistamento é único e especial. Eu me encanto muito com a natureza que nos envolve e fico feliz em poder apresentar isso às pessoas de forma curiosa e empolgante, afirmou.
Quem é o tamanduá-mirim
Também conhecido como tamanduá-de-colete, o tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) é um mamífero de médio porte encontrado em diversos biomas brasileiros.
Curiosidades da espécie:
- Mede entre 47 e 77 centímetros de comprimento corporal;
- Possui cauda que pode chegar a 68 centímetros;
- Pesa entre 5 e 7 quilos;
- Tem manchas escuras nos ombros e no dorso, formando um desenho semelhante a um colete;
- Usa a cauda preênsil para se apoiar e se movimentar entre os galhos;
- Alimenta-se principalmente de formigas, cupins e outros pequenos insetos.
Discreto e difícil de ser avistado, o tamanduá-mirim é mais um dos tesouros da fauna pantaneira. Desta vez, com jeito preguiçoso e uma dose extra de simpatia, virou protagonista de uma cena que reforça o que Maurício vê diariamente em seu trabalho: o Pantanal continua surpreendendo a cada amanhecer.

Registro mostra o mamífero quase cochilando em meio as árvores. (Foto: Mauricio Abib)





