Com a queda recente dos preços, agricultores têm chance de comprar fertilizantes com melhor preço para a safra 2026/27, mas devem ficar atentos aos riscos no Oriente Médio.
O mercado de fertilizantes está com preços em queda, o que abre boas oportunidades para os agricultores comprarem com mais vantagem para a próxima safra.
Essa queda vem depois de um período de alta causado pelo conflito no Oriente Médio, que fez os preços dispararem. Agora, com o aumento da oferta e a cautela dos compradores, os preços estão corrigindo.
- Os preços dos fertilizantes caíram após a liberação de ureia chinesa.
- A guerra no Oriente Médio pode afetar o transporte de fertilizantes.
- Fertilizantes como ureia e MAP ficaram mais baratos.
- Agricultores devem aproveitar para comprar para a safra de verão.
- A demanda por fertilizantes no Brasil está fraca, o que derruba os preços.
Antes, a oferta era restrita e o enxofre estava escasso, o que elevava os custos. Por isso, os fornecedores no Brasil estavam cautelosos e só vendiam sob demanda.
Os agricultores, por sua vez, adiaram suas compras porque as relações de troca estavam ruins. Mas isso contribuiu para a queda dos preços.
No caso dos fosfatados, como o MAP, os custos com enxofre ainda são altos, mas a demanda fraca está forçando os preços para baixo, ainda que aos poucos.
Ainda assim, a adubação fosfatada continua cara, e os agricultores podem reduzir o uso.
Por causa dos preços altos, muitos estão trocando fertilizantes de maior concentração por outros de menor concentração. As importações de MAP caíram 20%, enquanto as de TSP subiram 39%.
No caso dos nitrogenados, como a ureia, a queda foi grande depois que a China liberou mais oferta. A Índia está comprando, mas o Brasil também pode aproveitar.
Essa queda é importante para o Brasil, porque as importações de ureia estavam atrasadas. Agora, com preços menores, é uma boa hora para retomar as compras para a safra 2026/27.
Com a queda da ureia, ela perdeu competitividade em relação a outras fontes de nitrogênio, o que também ajuda a baixar os preços.
O potássio, por outro lado, está estável e não foi afetado pela guerra. A demanda no Brasil já está quase toda contratada.
Relações de troca melhoram
A relação de troca entre fertilizantes e produtos agrícolas melhorou. Isso significa que o agricultor precisa de menos sacas de soja ou milho para comprar os fertilizantes.
A ureia é o principal destaque. Com os preços atuais, dá para recompor os estoques e pensar também na segunda safra.
Para a soja, o MAP ficou mais barato em relação ao mês passado, e o potássio também está num nível melhor do que no ano passado.
Geopolítica ainda representa risco
Apesar da queda, o conflito no Oriente Médio ainda é um risco. Se houver novos problemas, os preços podem subir rapidamente.
Por isso, o agricultor deve aproveitar os bons preços, mas sem se expor demais. É bom ter reservas e não comprar tudo de uma vez.
No curto prazo, a tendência é de que os preços continuem baixos, especialmente com a oferta global aumentando. Então, é uma boa hora para comprar.

Foto: Daniel Popov/Canal Rural





