10 de agosto de 2026

Presidente da Fifa bancou curso, promoveu e demitiu suposta amante

Geral Denúncia 10/08/2026 07:03 Notícias ao Minuto Brasil noticiasaominuto.com.br

Uma reportagem do jornal britânico The Telegraph revela que uma funcionária da UEFA, que teria tido um relacionamento com Gianni Infantino, teve um curso pago pela entidade, foi promovida e recebeu aumento salarial antes de ser demitida após Michel Platini descobrir o caso.

Novas informações sobre a passagem de Gianni Infantino pela UEFA aumentaram a pressão sobre o atual presidente da FIFA. Uma investigação publicada pelo jornal britânico The Telegraph afirma que uma funcionária que teria mantido um relacionamento com Infantino recebeu benefícios profissionais e financeiros enquanto ele ocupava o cargo de secretário-geral da entidade que comanda o futebol europeu.

Segundo a reportagem, a mulher, cuja identidade não foi divulgada, recebeu ao todo mais de 150 mil libras, o equivalente a aproximadamente 175 mil euros, incluindo valores relacionados à sua saída da UEFA. Infantino é casado desde 2001 com Leena Al Ashqar, com quem tem quatro filhos.

  • Infantino é acusado de favorecer uma funcionária da UEFA com quem teria tido um relacionamento.
  • A funcionária recebeu mais de 150 mil libras, incluindo dinheiro da saída da entidade.
  • A UEFA pagou um curso de gestão para a funcionária, que depois foi promovida a um cargo de chefia.
  • Michel Platini, presidente da UEFA na época, teria confrontado Infantino sobre o caso em 2011.
  • A funcionária foi demitida e recebeu uma indenização de valor elevado.

Uefa teria bancado curso e funcionária recebeu promoção

Parte dos gastos mencionados pelo jornal envolve o pagamento, pela UEFA, de um curso de gestão frequentado pela funcionária.

Ela também teria deixado uma função administrativa para assumir um posto de chefia. A promoção resultou em um aumento salarial de cerca de 25 mil libras, aproximadamente 29 mil euros. O Telegraph relata que o salário teria chegado a cerca de 160 mil francos suíços por ano.

As circunstâncias envolvendo a promoção e os demais benefícios passaram a ser questionadas depois que a suposta relação pessoal entre a funcionária e Infantino chegou ao conhecimento da direção da UEFA.

Michel Platini teria confrontado Infantino

Michel Platini, que presidia a UEFA na época, teria confrontado pessoalmente Gianni Infantino ao saber do suposto relacionamento e das vantagens concedidas à funcionária.

A conversa teria ocorrido em 2011 e terminado com a decisão de dispensar a mulher. A saída resultou no pagamento de uma indenização de valor elevado, cuja existência foi posteriormente confirmada pela própria UEFA.

A entidade, atualmente presidida por Aleksander Ceferin, informou que seus regulamentos foram posteriormente reforçados para refletir "aqueles que se encontram numa organização moderna de alto perfil".

Segundo as informações publicadas, a UEFA também avalia a possibilidade de abrir uma investigação formal para analisar a conduta de Infantino durante sua passagem pela entidade, incluindo os anos anteriores ao período em que exerceu a função de secretário-geral.

Fifa nega irregularidades envolvendo Gianni Infantino

A FIFA rejeitou as acusações relacionadas ao dirigente. Questionado sobre as novas informações, um porta-voz da entidade afirmou que, durante a atuação de Infantino na UEFA, "tudo foi sempre feito corretamente".

A manifestação ocorre em um momento de crescente pressão sobre o presidente da FIFA. Em comunicado divulgado no sábado, a entidade acusou críticos de conduzirem uma campanha para enfraquecer Infantino e sua administração.

"É cada vez mais evidente que existe um esforço concertado e contínuo por parte de alguns para minar a FIFA e o seu presidente. Aqueles que não contam com o apoio das Associações-Membro da FIFA não devem procurar alcançar, através de alegações, insinuações ou desinformação, o que não conseguem alcançar através dos processos democráticos estabelecidos pela FIFA", afirmou a entidade.

A FIFA também contestou a forma como recentes denúncias sobre seu presidente têm sido apresentadas.

"As notícias recentes têm incluído afirmações infundadas e alegações comprovadamente falsas relativas à FIFA e ao seu presidente. As especulações e insinuações não devem ser apresentadas como factos, e a repetição não torna uma alegação verdadeira", declarou.

Fifa cita trajetória de mais de 30 anos de Infantino

Na mesma nota, a entidade ressaltou a carreira do dirigente no futebol internacional e argumentou que mudanças promovidas por sua gestão contrariaram interesses já estabelecidos.

"O presidente da FIFA dedicou mais de 30 anos da sua vida profissional ao futebol europeu e mundial, contribuindo para mudanças significativas neste desporto e, em particular, para alargar o acesso, os recursos e as oportunidades em todo o futebol mundial. A mudança desafia inevitavelmente os interesses estabelecidos, mas o desacordo com essa mudança não pode justificar esforços para minar o mandato democrático do presidente da FIFA ou da instituição que ele foi eleito para liderar", concluiu a organização.

Gianni Infantino trabalhou na UEFA por vários anos antes de assumir a secretaria-geral em 2009. Em 2016, deixou a entidade europeia para assumir a presidência da FIFA. As novas alegações sobre sua passagem pela UEFA surgem enquanto o dirigente enfrenta questionamentos de diferentes setores do futebol europeu sobre sua liderança à frente da organização mundial.


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