Dados do Projeto Campo Futuro, da CNA, mostram crescimento em três regiões, avanço tecnológico e desafios com clima e mão de obra.
A pecuária de leite apresentou avanço em diferentes regiões do Ceará, apesar dos desafios relacionados ao clima e à falta de mão de obra especializada. O cenário foi identificado pelo Projeto Campo Futuro, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que levantou os custos de produção em Milhã, Quixeramobim e Morada Nova.
- Em Milhã, a produção diária de leite saltou de 200 para 350 litros por dia.
- Em Quixeramobim, a produção média é de 100 litros por dia, com boa rentabilidade.
- Em Morada Nova, a produção dobrou em três anos, chegando a 200 litros por dia.
- O clima seco de 2025 aumentou os custos com a compra de alimentos para os animais.
- A falta de mão de obra especializada é o principal problema nas três regiões.
Crescimento em Milhã
Em Milhã, a produção das propriedades modais chegou a cerca de 350 litros por dia, ante 200 litros no levantamento anterior. O crescimento está relacionado ao aumento do rebanho e à melhoria da produtividade, permitindo maior equilíbrio econômico da atividade.
Bom desempenho em Quixeramobim
Em Quixeramobim, a produção média é de 100 litros por dia. A atividade apresentou competitividade, com margem bruta por hectare 84% superior ao arrendamento para a pecuária de corte.
Produção dobra em Morada Nova
Já em Morada Nova, a produção dobrou em três anos, passando de 100 para 200 litros por dia. O resultado está associado aos investimentos em melhoramento genético e planejamento forrageiro.
Desafios e tecnologia
Os produtores também relataram os impactos das condições climáticas de 2025, que elevaram os custos devido à necessidade de compra de volumosos de fora das propriedades. De modo geral, os levantamentos apontam a resiliência da pecuária leiteira no Semiárido, com maior uso de tecnologias como pastagens cultivadas, silagem de sorgo e palma forrageira. A falta de mão de obra especializada, porém, foi apontada como o principal desafio nas três regiões.
Pesquisa em outros estados
Com os dados coletados no Ceará, o Campo Futuro encerra, em 2026, o levantamento da pecuária de leite, após passar por Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Bahia.
Suinocultura em Minas Gerais
Em Ponte Nova (MG), o projeto também realizou levantamento dos custos da suinocultura independente, no sistema de ciclo completo. Os resultados apontaram que a alimentação representou 76,6% do Custo Operacional Efetivo (COE), enquanto a mão de obra correspondeu a 7,1%.

Foto: MDA/Ascom





