08 de agosto de 2026

Governo investiga Discord após morte de adolescente

Geral Investigação 08/08/2026 15:13 Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) abriu uma investigação contra a plataforma Discord para apurar falhas na proteção de crianças e adolescentes, após o caso de uma menina de 13 anos que se matou ao vivo. A plataforma tem cinco dias para explicar como age contra conteúdos perigosos.

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) abriu, nesta sexta-feira (7), um processo de fiscalização contra a plataforma Discord. O motivo é investigar possíveis falhas na proteção de crianças e adolescentes.

A investigação começou depois que uma adolescente de 13 anos se matou durante uma transmissão ao vivo no Discord, no dia 22 de julho. A plataforma agora tem cinco dias úteis para explicar como funciona para evitar que isso aconteça.

  • O Discord pode levar multa de até R$ 50 milhões se for comprovado que não protegeu a adolescente.
  • A ANPD quer saber como o Discord confirma a idade dos usuários e como remove conteúdos perigosos.
  • A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul também investiga o caso, na Operação Lívia.
  • A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu a retirada do Discord do ar no Brasil.
  • A lei brasileira exige que plataformas protejam crianças e adolescentes de conteúdos sobre automutilação e suicídio.

O que a ANPD quer saber

A ANPD quer saber se o Discord cumpre o que manda a lei brasileira, principalmente o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital). A plataforma precisa mostrar quais medidas usa para prevenir que menores vejam conteúdos sobre automutilação e suicídio.

Outro ponto é a falta de mecanismos para verificar a idade dos usuários. A ANPD também quer entender por que o Discord não removeu conteúdos irregulares e não avisou as autoridades, como a lei manda.

Pressão da Justiça e do Governo

No mesmo dia, a Advocacia-Geral da União (AGU) se reuniu com representantes do Discord para cobrar mais proteção. Mais cedo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, já tinha dito que a AGU entraria na Justiça para tirar o Discord do ar.

O caso da adolescente está sendo investigado pela Operação Lívia, da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do governo federal.


Aa

Receba atualizações

no seu e-mail