01 de agosto de 2026

Fifa desiste de vender parte da Copa do Mundo após críticas mundiais

Geral Fifa 01/08/2026 08:31 AFP - Jovem Pan jovempan.com.br

A Fifa anunciou que vai desistir do plano de criar uma empresa para vender parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outros torneios. A decisão foi tomada depois que várias confederações de futebol, como a Uefa, rejeitaram a ideia. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse que ouviu as opiniões e viu que o projeto gerou divisões, então não vai mais seguir em frente.

A Fifa voltou atrás nesta sexta-feira (31) e desistiu do projeto que pretendia abrir para empresas privadas a gestão comercial de suas principais competições, como a Copa do Mundo. A decisão veio depois de uma forte oposição de dirigentes e confederações de várias partes do mundo.

  • A Fifa queria criar uma empresa para vender parte dos direitos da Copa do Mundo e do Mundial de Clubes, mas a ideia foi rejeitada por vários países.
  • O presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse que o projeto gerou muitas divisões e, por isso, foi cancelado.
  • Uefa, Concacaf e Confederação Asiática de Futebol foram algumas das entidades que se opuseram ao plano.
  • A Conmebol, que representa a América do Sul, foi mais cautelosa e disse que estava consultando seus países membros.
  • O principal assessor de Infantino, Carlos Cordeiro, pediu demissão por causa do projeto, chamando-o de 'um mau negócio para o futebol'.

Infantino explicou que, após ouvir atentamente as diferentes opiniões, ficou claro que o projeto havia gerado divisões que, independentemente do nível de apoio, já não correspondem ao interesse do objetivo inicialmente proposto.

O que era o projeto

O principal dirigente do futebol mundial lembrou que o polêmico projeto foi criado para servir de base para um fortalecimento ainda maior das associações filiadas, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário, e que só avançaria se contasse com o respaldo da maioria.

A Fifa apresentou na terça-feira o projeto FIFA Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária comercial que, segundo a entidade, poderia arrecadar até 4,2 bilhões de dólares com base em uma avaliação de mercado de 20 bilhões de dólares e administrar atividades ligadas à Copa do Mundo e ao Mundial de Clubes.

O que isso significava para os clubes

A iniciativa também previa um pagamento único de 20 milhões de dólares para cada uma das 211 associações filiadas no início de 2027 e elevar de 8 milhões para 20 milhões de dólares o financiamento previsto para o ciclo de 2027 a 2030.

A possibilidade de incorporar investidores privados, ainda que com participação minoritária, provocou rapidamente a rejeição de várias confederações.

Quem se opôs ao plano

A Uefa, que reúne 55 federações nacionais, foi a primeira a elevar o tom do conflito ao anunciar que suas seleções não participariam de competições organizadas pela Fifa enquanto o projeto permanecesse em discussão.

A Concacaf, entidade que reúne 41 federações da América do Norte, América Central e Caribe, apoiou essa oposição e rejeitou formalmente a iniciativa, enquanto a Confederação Asiática de Futebol (AFC), que congrega 47 federações, alinhou-se nesta sexta-feira às duas confederações.

E a América do Sul

Na América do Sul, a Conmebol foi a última das grandes confederações a se manifestar sobre o projeto, nesta sexta-feira, e adotou uma posição mais cautelosa.

A entidade informou que abriu consultas com suas dez associações filiadas, entre elas as influentes CBF, do Brasil, e AFA, da Argentina.

O conflito atingiu o círculo mais próximo de Infantino com a renúncia de seu principal assessor, Carlos Cordeiro, que criticou duramente a iniciativa e a classificou como um mau negócio para as associações filiadas à Fifa, um mau negócio para o futebol e um mau negócio para o futuro de longo prazo do esporte.


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