01 de agosto de 2026

Mercado da soja tem ritmo lento e preços oscilam pouco

Geral Soja 01/08/2026 07:51 Vitória Rosendo - Canal Rural canalrural.com.br

Com pouca movimentação no mercado físico, os preços da soja tiveram pequenas variações no Brasil, enquanto a Bolsa de Chicago terminou a semana em queda.

O mercado brasileiro de soja teve um dia bem devagar, sem grandes novidades. Segundo o analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, as mudanças na Bolsa de Chicago foram pequenas e não afetaram muito o mercado físico. O dólar também teve pouco impacto nos preços.

Silveira explica que, no geral, os preços variaram só um pouco, entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por saca. O produtor ficou bem afastado das negociações, assim como outros participantes do mercado.

  • A soja é usada para fazer ração animal, óleo de cozinha e até biodiesel.
  • O Brasil é um dos maiores produtores de soja do mundo.
  • Chicago é a bolsa mais importante para o preço da soja no mundo todo.
  • O dólar influencia o preço da soja, pois ela é vendida para outros países.
  • Agosto é um mês importante para saber se a safra americana de soja vai ser boa.

As indústrias também não quiseram comprar muito, e nos portos não teve movimento grande, resume.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 140,00 para R$ 139,00.
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 141,00 para R$ 140,00.
  • Em Cascavel (PR): caiu de R$ 134,00 para R$ 131,00.
  • Em Rondonópolis (MT): subiu de R$ 127,00 para R$ 128,00.
  • Dourados (MS): caiu de R$ 127,50 para R$ 127,00.
  • Rio Verde (GO): ficou em R$ 128,00.
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 145,00 para R$ 143,00.
  • Em Rio Grande (RS): caiu de R$ 146,00 para R$ 145,00.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta sexta-feira (31), na Bolsa de Chicago (CBOT), aumentando as perdas da semana e diminuindo os ganhos do mês. Mesmo com o anúncio de novas vendas do produto americano, a previsão de chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias pressionou os contratos.

Na semana, o contrato de novembro caiu 5,3%. Mas no balanço de julho, os contratos subiram 3,8%.

Chuvas nessa época são boas para o desenvolvimento das plantações. Agosto é um mês chave para saber o potencial da safra americana. Até agora, apesar do calor recente, os sinais são positivos.

Exportadores particulares americanos disseram ao Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) que venderam 252.000 toneladas de soja para destinos não revelados, que serão entregues na safra 2026/27.

Três fatores ajudaram a subir os preços em Chicago em julho. O petróleo subiu por causa da tensão no Oriente Médio. A China aumentou a compra de soja americana. E, completando o cenário, notícias de clima seco e calor no cinturão produtor americano garantiram picos típicos desse mercado.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 1,50 centavo de dólar, ou 0,12%, a US$ 11,70 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 11,87 1/2 por bushel, com queda de 1,25 centavo de dólar ou 0,10%.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,60 ou 0,81% a US$ 314,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 67,26 centavos de dólar, com perda de 0,96 centavo ou 1,40%.

Câmbio

O dólar comercial fechou o dia com alta de 0,13%, sendo negociado a R$ 5,0685 para venda e a R$ 5,0665 para compra. Durante o dia, a moeda americana variou entre a mínima de R$ 5,0615 e a máxima de R$ 5,0875. Na semana, o dólar caiu 0,23%. Em julho, a perda foi de 1,83%.


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