O Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação para apurar os problemas nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que ocorreram três dias depois da empresa Trivia Trens assumir o serviço. A falha de energia causou paralisação e incêndio, afetando milhares de passageiros.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu uma investigação nesta terça-feira (28) para apurar as falhas que aconteceram nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade dos trens de São Paulo, no dia 23 de julho. Isso aconteceu apenas três dias depois que a empresa Trivia Trens começou a operar o serviço.
A Promotoria de Justiça do Consumidor também vai investigar o período anterior, quando a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) ainda administrava as linhas. Além disso, vai verificar o trabalho da Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) e da Secretaria de Transportes Metropolitanos na fiscalização do contrato.
- As falhas aconteceram por causa de falta de energia entre as estações Brás e Sebastião Gualberto.
- Um incêndio em um dos trens perto da Rua Bresser, no centro de São Paulo, piorou a situação.
- Passageiros tiveram que andar sobre os trilhos para sair dos trens parados.
- As estações ficaram lotadas e o trânsito ao redor delas também foi afetado.
- O sistema de ônibus Paese foi acionado para ajudar no transporte das pessoas.
A empresa que administra as linhas disse que a paralisação entre as estações Brás e Sebastião Gualberto, que também afetou o Serviço Expresso Aeroporto, aconteceu por causa de uma falha de energia. Além disso, um incêndio atingiu um dos trens perto da Rua Bresser, no centro da cidade.
Com os problemas nas três linhas, muitos passageiros tiveram que sair dos trens e andar sobre os trilhos. As estações ficaram lotadas, e o trânsito nas ruas ao redor também foi prejudicado. O sistema de ônibus Paese, que é um plano de emergência, foi acionado para ajudar.
Por causa de todos esses problemas, a Artesp determinou que a CPTM voltasse a operar as linhas por um período inicial de até 90 dias. A medida foi tomada pela própria Artesp e pelo governo de São Paulo para garantir a qualidade do serviço e evitar falhas como as que aconteceram nos primeiros dias de operação da nova empresa.
O diretor-presidente da Artesp, André Isper, disse que o que viram nos últimos dias é inaceitável e que, como fiscalizadores, estão agindo de imediato. Ele disse que a ideia é a CPTM voltar a operar porque o que viram é muito ruim para o cidadão.
Na investigação, a promotoria pediu à Artesp informações sobre todas as ocorrências nas três linhas desde que a nova empresa começou a operar, os procedimentos de fiscalização, as sanções aplicadas, o ato que determinou o retorno temporário da operação à CPTM e o histórico de desempenho das linhas desde 2021.
Da CPTM, foram solicitados esclarecimentos sobre as falhas, relatórios técnicos, informações sobre as medidas de emergência tomadas após o apagão de 23 de julho e o plano de ação para o período de retomada da operação.
A Trivia Trens terá que apresentar um relatório detalhado de todas as falhas desde o início da concessão, informações sobre o princípio de incêndio, o número de reclamações de usuários, as medidas de ressarcimento adotadas e a comprovação da contratação de seguro de responsabilidade civil.
O Corpo de Bombeiros, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a Prefeitura de São Paulo também foram notificados para prestar informações sobre os impactos dos episódios.
O MP-SP informou que, durante a operação assistida, houve um aumento de 275% nas ocorrências na Linha 11-Coral em comparação com o mesmo período do ano anterior, lembrando que as três linhas já eram alvo de procedimentos por problemas operacionais quando eram administradas pela CPTM.

Metrocptm/ Divulgação





