A seleção italiana de futebol está passando por uma grave crise. Depois de não conseguir se classificar para a Copa do Mundo pela terceira vez seguida, a federação do país tentou contratar grandes nomes como Pep Guardiola e Carlo Ancelotti, mas ambos recusaram. As negociações com o ídolo Andrea Pirlo também foram interrompidas, o que fez com que Paolo Maldini e Leonardo, dirigentes da seleção, renunciassem aos seus cargos. A situação complica cada vez mais a vida da Itália, que precisa de um novo técnico para estrear na Liga das Nações em setembro.
A seleção italiana de futebol está passando por um momento muito difícil. Depois de não conseguir se classificar para a Copa do Mundo pela terceira vez seguida, a federação do país está tendo problemas para começar seu plano de reconstrução e a crise só aumenta.
A Itália tinha grandes esperanças depois de mais um fracasso nas Eliminatórias Europeias. Após a saída do ex-presidente da federação, Gabriele Gravina, e da antiga comissão técnica, que era comandada pelo ídolo Gennaro Gattuso, o nome do técnico espanhol Pep Guardiola se tornou o principal alvo para assumir a equipe.
- Pep Guardiola e Carlo Ancelotti recusaram o cargo de técnico da Itália.
- Andrea Pirlo era o favorito, mas o presidente da federação barrou as negociações por causa de sua ligação com uma casa de apostas russa.
- Paolo Maldini e Leonardo, dirigentes da seleção, renunciaram aos seus cargos após a decisão.
- Thiago Motta, brasileiro naturalizado italiano, é uma das opções para tentar resolver a crise.
- A Itália está sem técnico desde abril e precisa de um novo comandante para estrear na Liga das Nações em setembro.
As conversas estavam sendo lideradas por dois nomes muito importantes no futebol italiano: o ex-zagueiro Paolo Maldini e o ex-meia Leonardo. A dupla, formada pelo italiano e pelo brasileiro, assumiu a direção de futebol da seleção com a missão de contratar o novo treinador e trazer mais conhecimento e experiência para o novo ciclo.
O 'projeto Guardiola' não deu certo. Ele recusou a oferta e preferiu continuar sem emprego depois de deixar o Manchester City. Carlo Ancelotti também foi um nome sondado, mas o atual técnico da seleção brasileira recusou a ideia e optou por permanecer no cargo.
A solução parecia ter sido encontrada: Andrea Pirlo, também um ídolo da seleção italiana. Tudo parecia estar caminhando bem até que Giovanni Malagò, atual presidente da Federação Italiana de Futebol, barrou as negociações. A ligação comercial do ex-jogador com a casa de apostas Fonbet, na Rússia, foi o motivo para o dirigente ordenar o fim das conversas.
A decisão não foi bem recebida. Paolo Maldini e Leonardo decidiram renunciar aos seus cargos após a decisão de Malagò, em um episódio que aumenta ainda mais a crise e adia a definição sobre quem será o comandante italiano daqui para frente. Até agora, não há um anúncio oficial sobre as saídas da dupla.
Uma das soluções para a crise seria Thiago Motta. O brasileiro naturalizado italiano é técnico e teria se tornado o favorito para ajudar a amenizar o caos. Ele seria uma tentativa de Malagò para manter Maldini e Leonardo na direção do futebol local. A informação é do jornal La Gazetta dello Sport.
Seja como for, o prazo está apertado. A Itália está sem um técnico desde o começo de abril. Silvio Baldini, das seleções de base, foi quem comandou a seleção italiana nos amistosos realizados em junho, como interino. Na ocasião, ele levou um grupo repleto de jovens para dar rodagem e fazer testes.
A Itália volta a jogar em menos de dois meses. No dia 25 de setembro, a seleção estreia na Liga das Nações contra a Bélgica, em casa. Nesta Data Fifa, a Itália ainda vai enfrentar França e Turquia.
Linha do tempo da crise italiana
- 31 de março de 2026: A Itália perde para a Bósnia, nos pênaltis, é eliminada na repescagem e não se classifica para a Copa do Mundo.
- 2 de abril de 2026: Gabriele Gravina, então presidente da Federação Italiana de Futebol, renuncia ao cargo. No mesmo dia, Buffon, então chefe de delegação da Itália, deixa o cargo.
- 3 de abril de 2026: O técnico Gennaro Gattuso anuncia saída do cargo após não conseguir classificar a seleção para a Copa.
- 22 de junho de 2026: Giovanni Malagò é eleito novo presidente da Federação Italiana de Futebol.
- 11 de julho de 2026: Itália anuncia as contratações de Paolo Maldini e Leonardo. O ex-zagueiro assume como diretor de seleções, enquanto o brasileiro passa a atuar como consultor.
- 20 de julho de 2026: Itália começa a negociar com Pep Guardiola. Dirigentes apresentam projeto da Federação Italiana de Futebol ao técnico espanhol durante reunião.
- 23 de julho de 2026: Paolo Maldini diz que consultou Carlo Ancelotti. Treinador, no entanto, comunica a CBF que quer seguir no cargo e recusa a sondagem italiana.
- 24 de julho de 2026: Pep Guardiola recusa oferta da Itália, e Pirlo vira favorito. Treinador espanhol decide continuar desempregado por não se sentir pronto para voltar a treinar. O italiano é contatado e chega a acordo com Maldini para assumir o cargo.
- 26 de julho de 2026: Relação de Pirlo com casa de aposta enrosca acordo. O presidente Giovanni Malagò faz pressão para entender melhor qual a relação do ex-jogador com a Fonbet. No mesmo dia, Pirlo se declara à Itália e diz que sua relação com a empresa na Rússia é apenas comercial.
- 27 de julho de 2026: Pirlo diz que não será técnico da Itália, e dupla renuncia. O ex-jogador lamenta a polêmica por causa da sua relação com a Fonbet e sai de cogitação. Maldini e Leonardo reagem e decidem deixar seus cargos.

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