23 de julho de 2026

As 10 cidades mais violentas do Brasil estão no Nordeste

Geral Violência 23/07/2026 08:22 Vitor Bonets, colaboração para a CNN Brasil cnnbrasil.com.br

Todas as dez cidades com mais de 100 mil habitantes com as maiores taxas de homicídio do Brasil ficam no Nordeste. A Bahia lidera com cinco municípios, seguida pelo Ceará com três, e Pernambuco e Paraíba com um cada. Maranguape, no Ceará, é a cidade mais violenta do país, com 100,3 mortes por 100 mil habitantes.

As dez cidades mais violentas de todo o Brasil, com mais de 100 mil habitantes, estão localizadas na região Nordeste do país. Os dados são do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) nesta quinta-feira (23), com estatísticas de 2025.

Embora o Brasil tenha registrado uma queda nacional de 8,2% nas mortes violentas, a violência está concentrada no Nordeste. Enquanto a taxa nacional foi de 19,1 mortes por 100 mil habitantes, a média do Nordeste atingiu 31,6, a maior do país.

  • Maranguape (CE) lidera com 100,3 mortes por 100 mil habitantes, mais de 5 vezes a média nacional.
  • As causas principais são disputas entre facções criminosas e rotas de tráfico.
  • Bahia tem 5 cidades na lista: Eunápolis, Porto Seguro, Simões Filho, Jequié e Juazeiro.
  • Ceará tem 3: Maranguape, Maracanaú e Caucaia.
  • A violência está ligada a portos, rodovias e aeroportos que facilitam o tráfico de drogas.

A Bahia é o estado com mais municípios no ranking, com metade dos lugares. O Ceará tem três, enquanto Pernambuco e Paraíba aparecem com uma cidade cada.

Maranguape (CE)

Maranguape, no Ceará, é a cidade mais violenta, com 100,3 mortes por 100 mil habitantes. A violência é impulsionada por disputas entre facções criminosas pelo controle de rodovias importantes, como a CE-065 e a BR-222, que são corredores para o tráfico de drogas.

Eunápolis (BA)

Eunápolis, na Bahia, tem taxa de 85,1 mortes por 100 mil habitantes. A cidade também sofre com disputas entre facções e é a segunda no ranking de mortes por intervenção policial. Sua localização estratégica, cortada pelas rodovias BR-101 e BR-367, atrai grupos criminosos.

Maracanaú (CE)

Maracanaú, vizinha de Maranguape, registra conflitos entre três organizações criminosas nacionais, com taxa de 80,7 mortes por 100 mil habitantes.

Porto Seguro (BA)

Porto Seguro, na Bahia, tem taxa de 71,2 mortes por 100 mil habitantes. Apesar de ser um destino turístico, a cidade possui um aeroporto internacional e é cortada pela BR-367, que leva ao porto de Ilhéus, facilitando o escoamento de drogas. É a cidade com maior taxa de mortes por intervenção policial: 32,3 por 100 mil habitantes.

Simões Filho (BA)

Simões Filho, na Bahia, tem taxa de 68,1 mortes por 100 mil habitantes. O porto de Aratu e as rodovias BA-93, BA-526 e BR-324 atraem facções para o tráfico internacional. A cidade também ocupa o quinto lugar em mortes por intervenção policial, com 19,1 por 100 mil habitantes.

Jequié (BA)

Jequié, na Bahia, tem taxa de 67,4 mortes por 100 mil habitantes. A cidade é cortada pelas rodovias BR-116 e BR-330, que facilitam o tráfico. Também é a sexta em mortes por intervenção policial, com 18,9 por 100 mil habitantes.

Caucaia (CE)

Caucaia, no Ceará, tem taxa de 66,6 mortes por 100 mil habitantes. As disputas entre facções criminosas levam até mesmo à expulsão de moradores de suas casas, sob alegação de alianças com grupos rivais.

Cabo de Santo Agostinho (PE)

Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, tem taxa de 65,1 mortes por 100 mil habitantes. A cidade fica perto do Porto de Suape, importante rota para o tráfico internacional de drogas.

Santa Rita (PB)

Santa Rita, na Paraíba, tem taxa de 60,9 mortes por 100 mil habitantes. A cidade não estava entre as 20 mais violentas em 2024, mas entrou na lista devido à disputa territorial próxima ao Porto de Cabedelo.

Juazeiro (BA)

Juazeiro, na Bahia, tem taxa de 55,8 mortes por 100 mil habitantes, quase três vezes a média nacional. A cidade é cortada por três rodovias federais (BR-122, BR-235 e BR-407) e pelo Rio São Francisco, que podem ser usados para escoamento fluvial.


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