21 de julho de 2026

Anvisa aprova novo tratamento para câncer agressivo no sangue

Geral Cancer 21/07/2026 08:41 Jéssie Costa, Assessoria de Imprensa Roche

A Anvisa aprovou um novo medicamento, o glofitamabe, para tratar um tipo agressivo de câncer no sangue chamado linfoma difuso de grandes células B. Esse remédio ajuda o sistema de defesa do corpo a combater o câncer, reduzindo o risco de morte e aumentando as chances de cura para pacientes que não responderam aos tratamentos anteriores.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento chamado glofitamabe, também conhecido como Columvi, criado pela empresa Roche. Esse remédio é para tratar um tipo agressivo de câncer no sangue chamado Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB), que volta ou não melhora com os tratamentos iniciais. A aprovação ajuda pessoas que já fizeram o primeiro tratamento e não podem receber um transplante de células-tronco, além de pacientes em estágios mais avançados da doença.

  • O glofitamabe reduz em 41% o risco de morte em comparação com o tratamento tradicional.
  • 50,3% dos pacientes que usaram o novo remédio tiveram remissão completa, ou seja, o câncer desapareceu.
  • O medicamento é um anticorpo biespecífico, que conecta as células de defesa do corpo às células doentes para combatê-las.
  • O tratamento é feito por infusão na veia, sem necessidade de internação, e dura cerca de 8,3 meses.
  • Esse tipo de câncer atinge cerca de 4 mil pessoas por ano no Brasil e é o subtipo mais comum entre os linfomas não Hodgkin.

O LDGCB é um câncer do sangue que cresce rápido e é muito agressivo. Ele representa cerca de 1 em cada 3 casos de linfomas não Hodgkin, sendo o tipo mais comum. No Brasil, estima-se que aproximadamente 4 mil pessoas recebem esse diagnóstico por ano. Embora o primeiro tratamento geralmente funcione bem, até 40% dos pacientes podem ter a doença de volta ou não melhorar, e nessa fase as opções de tratamento são limitadas.

O glofitamabe é um tipo novo de remédio chamado anticorpo biespecífico. Ele funciona como uma ponte: uma parte dele se liga à célula doente do câncer, e a outra parte se liga a uma célula de defesa do corpo, chamada célula T. Quando essas duas partes se encontram, o sistema imunológico passa a reconhecer o câncer, que antes conseguia se esconder, e começa a combatê-lo de forma direta e precisa. O médico Renato Tavares, hematologista, explica que isso traz resultados surpreendentes em comparação com os tratamentos disponíveis até agora.

A aprovação foi baseada em um estudo clínico chamado STARGLO, que mostrou uma melhora grande na sobrevida dos pacientes. O glofitamabe, combinado com quimioterapia, reduziu em 41% o risco de morte, e 50,3% dos pacientes tiveram remissão completa da doença. Além disso, houve uma redução de 63% no risco de a doença piorar. Uma análise mais recente, com acompanhamento de três anos, confirmou que esses benefícios duram muito tempo.

Hoje, no Brasil, para pacientes que não melhoram com o tratamento inicial, a única chance de cura é por meio de terapias celulares avançadas, como a terapia CAR-T, que é difícil de conseguir. Com essa aprovação, muitas pessoas vão poder usar esse novo tratamento, que pode ser iniciado poucos dias depois da recomendação do médico. Isso é muito importante porque a doença é agressiva e progride rápido.

O tratamento é feito por infusão na veia, em consultório, sem precisar ficar internado. Ele dura cerca de 8,3 meses, com 12 ciclos. Depois disso, o tratamento termina e o paciente pode ficar um longo período sem precisar de remédios, mantendo uma boa qualidade de vida.

Michelle Fabiani, diretora médica da Roche Farma Brasil, afirma que a aprovação do glofitamabe traz esperança para pacientes que não podem fazer transplante e que antes tinham poucas opções. Ela diz que o tratamento tem duração fixa e permite que a pessoa volte a ter uma vida normal, sem precisar de remédios constantes.


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