07 de julho de 2026

Greve de ônibus: Rodoviários e empresas decidem futuro nesta terça

Geral greve 07/07/2026 07:10 Marcos Nunes - Extra extra.globo.com

Motoristas e empresas de ônibus do Rio se reúnem hoje para discutir aumento salarial. O sindicato dos rodoviários não gostou da proposta das empresas e pode convocar nova greve se não houver um acordo melhor.

Está marcado para esta terça-feira um dia de reuniões importantes para quem anda de ônibus no Rio de Janeiro. Os motoristas e cobradores, representados pelo sindicato da categoria (Sintrucad-Rio), e as empresas de ônibus (Rio Ônibus) vão fazer assembleias separadas para discutir os rumos das negociações salariais. O impasse pode resultar em uma nova greve.

  • O sindicato dos rodoviários está descontente com a proposta das empresas, que ofereceu um aumento menor do que o esperado.
  • As empresas de ônibus alegam que estão com dificuldades financeiras e não podem dar um reajuste maior.
  • O Ministério Público do Trabalho e o Tribunal Regional do Trabalho sugeriram um aumento de pelo menos 5%, índice já dado em outras cidades.
  • Os rodoviários pedem um aumento de 17% e um salário inicial a partir de R$ 4 mil.
  • A população pode ser afetada, pois apesar de novos ônibus com ar-condicionado terem entrado em circulação, duas empresas já fecharam as portas em 2026 por problemas financeiros.

O que os rodoviários vão decidir

O Sindicato dos Rodoviários (Sintrucad-Rio) se reúne às 16h, em sua sede em Rocha Miranda, na Zona Norte. O objetivo é avaliar a proposta que as empresas apresentaram na segunda-feira, durante uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ).

Qual foi a proposta das empresas

As empresas de ônibus, representadas pelo Rio Ônibus, ofereceram aumentar o reajuste salarial de 4,39% para 4,5% e também incluíram a oferta de uma cesta básica. O presidente do Sintrucad-Rio, Sebastião José, considera que a proposta não é de "boa-fé" e já avisou que não vai defendê-la na assembleia da categoria.

O que pode acontecer

Como a proposta das empresas não avançou muito em relação à oferta anterior, existe uma grande chance de ser recusada pelos trabalhadores. Se isso acontecer, a categoria pode decidir por uma nova paralisação. "A possibilidade de uma greve dependerá da decisão dos trabalhadores", explicou Sebastião José.

O lado das empresas

O Rio Ônibus também vai fazer uma assembleia com seus associados para discutir se é possível apresentar uma nova proposta. O Ministério Público do Trabalho (MPT) e o TRT pediram que o reajuste seja de, pelo menos, 5%. Esse mesmo índice já foi concedido a motoristas de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O presidente do Rio Ônibus, João Gouveia, alega que a situação financeira das empresas está difícil. "Hoje estamos recebendo menos do que em 2023, entre receitas e subsídios", disse.

No meio dessa disputa, quem usa o ônibus comum (não articulado) pode ter surpresas boas e ruins. Em abril de 2026, 102 novos ônibus com ar-condicionado começaram a circular. Por outro lado, em 2026, duas empresas de ônibus fecharam por causa das dificuldades financeiras. Dados da prefeitura mostram que 4,74% das viagens na cidade ainda são feitas em veículos sem ar-condicionado.


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