Além de identificar os pontos que precisam de mais atenção nos estudos, é preciso ter atenção ao preparo emocional para controlar a ansiedade
| A proximidade do Vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) marca uma fase de expectativas e desafios para os estudantes que se preparam para ingressar no ensino superior. Com a prova marcada para o dia 1º de novembro, o momento pede organização, foco e atenção às estratégias de resolução das questões, além de cuidados com a saúde física e emocional. Para Heloisa Ferraro, assessora pedagógica do Colégio Santo Anjo, a preparação vai além do domínio dos conteúdos trabalhados durante o Ensino Médio. É importante conhecer o perfil da prova, compreender o que cada questão exige e identificar os pontos que precisam de mais atenção nos estudos. “Uma preparação eficiente precisa considerar o formato atual da prova e não somente aquilo que era exigido em edições anteriores”, orienta a professora. Segundo ela, analisar questões, revisar os assuntos prioritários e desenvolver estratégias específicas de resolução são medidas que ajudam o estudante a chegar mais preparado ao processo seletivo.
Conhecer a prova e estudar com estratégia
Um dos primeiros passos para uma boa preparação é conhecer as características do vestibular e as exigências do curso pretendido. Esse entendimento permite direcionar os estudos, sem negligenciar as demais áreas do conhecimento. Na reta final, a recomendação é evitar a tentativa de revisar indiscriminadamente todo o conteúdo dos três anos do Ensino Médio. O estudante deve identificar suas principais dificuldades, retomar os assuntos que ainda geram dúvidas e utilizar os resultados de simulados para orientar as revisões. Outro ponto importante é aprender com os próprios erros. Mais do que conferir o gabarito e seguir para o próximo exercício, o candidato precisa investigar por que errou uma questão. A dificuldade pode estar relacionada à falta de conhecimento, à interpretação do enunciado, à desatenção ou à administração do tempo. Essa análise ajuda a tornar o estudo mais direcionado e permite que o estudante trabalhe especificamente nas habilidades que precisam ser desenvolvidas.
Questões objetivas exigem prática e controle do tempo
Resolver exercícios é parte importante da preparação, mas a quantidade, isoladamente, não garante um bom desempenho. De acordo com Heloisa Ferraro, o trabalho com as questões objetivas deve seguir três etapas: resolver, analisar e corrigir. O processo começa com a prática de questões de diferentes níveis de dificuldade. Em seguida, o estudante deve avaliar o próprio desempenho e, por fim, transformar os erros em oportunidades de aprendizagem, retomando os conteúdos ou as estratégias que precisam de ajustes. A realização de provas anteriores e simulados com tempo controlado também contribui para a preparação. Durante o vestibular, será necessário tomar decisões com agilidade e distribuir o tempo disponível entre as questões. Por isso, a professora recomenda que o candidato não fique preso a um único exercício. Se uma questão exigir tempo desproporcional, vale avançar para as seguintes e retornar a ela posteriormente, desde que a estratégia seja compatível com as regras da prova.
Atenção aos enunciados faz diferençaA interpretação é uma habilidade que influencia o desempenho em todas as áreas do conhecimento. Mesmo quando domina o conteúdo, o estudante pode perder pontos por não compreender exatamente o que a questão solicita. Uma das orientações é prestar atenção aos verbos utilizados nos enunciados, como “identifique”, “explique”, “compare”, “relacione”, “analise”, “justifique” e “diferencie”. Cada comando exige uma ação específica e, portanto, uma forma de construir a resposta. Também é necessário observar palavras que podem alterar o sentido da pergunta, como “correta”, “incorreta”, “exceto”, “respectivamente”, “principalmente” e “exclusivamente”. Em questões que apresentam textos longos, gráficos, imagens ou diferentes informações, a recomendação é identificar primeiro o que está sendo perguntado e quais dados são realmente necessários para chegar à resposta. Antes de assinalar a alternativa definitiva, o estudante deve retornar ao comando e verificar se a escolha corresponde ao que foi solicitado.
Redação e questões discursivas pedem clarezaA preparação para a produção textual e para as questões discursivas também deve fazer parte da rotina de estudos. Para a assessora pedagógica, a escrita é uma competência desenvolvida por meio da prática, da leitura e da análise das correções recebidas. “Em vez de memorizar modelos prontos, o estudante deve exercitar a organização das ideias, a argumentação, a interpretação das propostas e o domínio da linguagem escrita. A cada produção, é importante identificar os pontos fortes e as dificuldades apontadas na correção e utilizar esse retorno para aprimorar o texto seguinte”, orienta. Nas questões discursivas, a objetividade merece atenção especial. Escrever mais não significa, necessariamente, responder melhor. O candidato precisa compreender o comando, selecionar as informações relevantes e construir uma resposta clara, coerente e adequada ao espaço disponível. Na reta final, a orientação é manter a prática da escrita e, principalmente, retomar os erros que aparecem com frequência. A leitura e o acompanhamento de diferentes temas também contribuem para ampliar o repertório e estabelecer relações entre conhecimentos.
Equilíbrio emocional também faz parte da preparaçãoA proximidade do vestibular pode intensificar a ansiedade, as expectativas familiares e pessoais e as comparações entre colegas. Por isso, o cuidado emocional deve acompanhar a preparação acadêmica. Heloisa destaca que sentir ansiedade diante de uma etapa importante é natural. O desafio é evitar que esse sentimento passe a comandar a rotina e prejudique o desempenho. Para isso, recomenda manter hábitos equilibrados, com sono adequado, alimentação saudável, atividade física, momentos de lazer e períodos de descanso. A professora também orienta os estudantes a acompanharem a própria evolução, sem transformar resultados de simulados ou a quantidade de horas de estudo dos colegas em parâmetros de comparação. Um desempenho abaixo da expectativa durante a preparação deve ser encarado como uma oportunidade para identificar dificuldades e trabalhar para superá-las. “No Colégio Santo Anjo, esse acompanhamento envolve não apenas aulas, revisões e exercícios, mas também acolhimento e orientação aos estudantes durante o processo”, conta.
Na véspera, a confiança deve vir da trajetória construídaCom a data da prova se aproximando, a recomendação é manter o foco nas prioridades identificadas durante os estudos, sem tentar recuperar todo o conteúdo de uma só vez. Respeitar o descanso e evitar sobrecargas também são atitudes importantes para chegar ao vestibular em boas condições. Para Heloisa, o estudante precisa reconhecer o caminho percorrido ao longo do Ensino Médio, considerando as aulas, avaliações, revisões, simulados e produções textuais que fizeram parte de sua formação. “No dia da prova, o estudante não precisa provar para si mesmo que sabe tudo. Ele precisa confiar na preparação que realizou, administrar aquilo que estiver sob seu controle e fazer a melhor prova possível com os conhecimentos e estratégias que construiu ao longo dessa trajetória”, conclui.
Sobre o Colégio Santo Anjo Fundado em 1999 em Curitiba, o Colégio Santo Anjo tem como propósito proporcionar aos seus alunos uma formação integral, com consciência social e pensamento crítico, preparando-os para uma vida saudável, sustentável e feliz. Com metodologia dinâmica e moderna, o colégio estimula o desenvolvimento de competências, habilidades, talentos e múltiplas inteligências, tornando cada aluno protagonista para atuar na vida. Com cinco unidades de ensino, que vão do berçário ao Ensino Médio, o Colégio Santo Anjo reúne cerca de 3 mil alunos e conta com aproximadamente 600 colaboradores. |
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Alunos durante simulados para o Vestibular (Crédito: Divulgação)





