Quem fez o Enem nos últimos três anos pode usar a nota para concorrer a vagas em universidades públicas. As inscrições são gratuitas e vão até sexta-feira.
Os estudantes que participaram de pelo menos uma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos últimos três anos (2023, 2024 e 2025) já podem se inscrever no Sisu+, a etapa inédita e complementar do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
A participação no Sisu+ é apenas para quem também se inscreveu na etapa regular do Sisu 2026, em pelo menos um curso.
- As inscrições vão de 15 a 19 de junho.
- Você pode escolher até dois cursos.
- É de graça e totalmente online.
- O sistema usa a sua melhor nota do Enem dos últimos três anos.
- As vagas são para o segundo semestre de 2026.
O Sisu+ aumenta as chances de entrar em uma universidade pública, porque oferece vagas que sobraram ou foram abertas para o segundo semestre de 2026 em instituições que participam do programa.
Nesta primeira edição do Sisu+, 34 instituições, como universidades e institutos federais, estão participando.
Como se inscrever
A participação é opcional e gratuita. Para se inscrever, o interessado deve acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Sisu. O prazo termina nesta sexta-feira (19).
Na hora da inscrição, o candidato pode escolher até dois cursos, de forma independente das escolhas feitas em janeiro deste ano.
É preciso indicar a primeira e a segunda opção de curso. Durante o período de inscrição, o candidato pode mudar a inscrição quantas vezes quiser.
Para cada opção, o estudante pode ver o curso escolhido, o local onde ele é oferecido, a instituição de ensino, o turno, o grau, as ações afirmativas da instituição (quando houver) e as formas de concorrência.
Quem já participou da etapa regular pode atualizar informações socioeconômicas e mudar a modalidade de concorrência, se for preciso.
O candidato aprovado na chamada regular do Sisu 2026, se estiver matriculado em um curso de graduação de uma instituição pública, pode participar do Sisu+, desde que escolha apenas uma das vagas, porque a lei proíbe ocupar duas vagas ao mesmo tempo.
O Ministério da Educação (MEC) criou uma página para tirar dúvidas sobre a inscrição no Sisu+ 2026.
Como funciona a seleção
O sistema escolhe automaticamente, para cada opção de curso, a edição do Enem que der a melhor média, de acordo com os pesos definidos pela instituição para aquele curso.
Durante as inscrições, o sistema mostra as notas de corte de cada curso.
Para a seleção, o sistema do Sisu considera diferentes formas de concorrência, que levam em conta o perfil socioeconômico dos candidatos, de acordo com a Lei de Cotas, e também as ações afirmativas definidas pelas instituições participantes.
Datas importantes do Sisu+
Depois das inscrições, de 15 a 19 de junho, a única chamada regular com os nomes dos pré-selecionados será divulgada em 24 de junho, na página do Sisu.
Para quem não for pré-selecionado e quiser ficar na lista de espera, o prazo para manifestar interesse é de 24 a 26 de junho.
De acordo com o edital, a matrícula para os selecionados na chamada regular começa a partir de 25 de junho.
A matrícula dos convocados pela lista de espera começa a partir de 1º de julho.
O que é o Sisu+
O Sisu regular, coordenado pelo MEC, tem o objetivo de democratizar o acesso ao ensino superior em instituições públicas que participam do processo seletivo.
Já o Sisu+ não é um novo processo seletivo, mas sim uma extensão do Sisu 2026. Ele foi criado pelo MEC para ser uma ferramenta mais eficiente para selecionar candidatos para vagas no ensino superior.
O ministério acredita que o Sisu+ será útil em cursos que têm muita rotatividade, onde o estudante entra, mas desiste da vaga ou muda de curso. Isso faz com que as universidades públicas precisem fazer várias chamadas para preencher as vagas.
Com o Sisu+, a instituição pode usar a estrutura automatizada do Sisu para gerenciar as listas de espera de forma mais rápida, garantindo que a vaga não fique vazia.
Outra vantagem, segundo o MEC, é a economia. As instituições de ensino que também realizam processos seletivos próprios, como vestibulares, para vagas com entrada no segundo semestre podem reduzir os custos e usar o sistema do Sisu para selecionar os candidatos.
Nos cursos em que sobram vagas, como licenciatura, engenharias e outras áreas importantes para o país, o Sisu+ pode aumentar o acesso a essas vagas, porque centraliza o que antes estava espalhado em vários sites de universidades diferentes.
Assim, o processo seletivo complementar padroniza a oferta de vagas pelas instituições e facilita a consulta das oportunidades pelos estudantes.
O MEC vai avaliar os resultados do Sisu+ 2026 para decidir se vai ter novas edições desse processo seletivo complementar.

Imagem do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).





