O presidente da Federação das Indústrias do Pará, Alex Carvalho, participou de conferência em Portugal e defendeu o uso de tecnologia para superar desafios econômicos e sociais da região, propondo parcerias com centros europeus.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Dias Carvalho, participou virtualmente, nesta quarta-feira (28), da 6ª Conferência Internacional InSuRe.hub, realizada pela Universidade Católica Portuguesa, na cidade do Porto. Durante o painel Conectando a América Latina e a Europa, o dirigente apresentou a visão do Sistema FIEPA sobre a inovação como caminho para conciliar desenvolvimento econômico, inclusão social e sustentabilidade na Amazônia.
Carvalho enfatizou a urgência da inovação diante das condições adversas da região, defendendo a transformação do potencial produtivo em oportunidades reais. O objetivo é romper a lógica de exportar matéria-prima e importar produtos acabados.
- O Pará possui 8,7 milhões de habitantes e um PIB industrial de R$ 65,4 bilhões.
- Cerca de 47% da produção industrial do estado vem da atividade extrativa.
- O estado é o 15º no ranking nacional de inovação e líder da Região Norte.
- O Pará ocupa a 18ª posição em resultados de inovação, evidenciando necessidade de melhorar a produtividade.
- O Mapa Estratégico da Indústria do Pará 2026-2032 reúne 620 iniciativas de desenvolvimento.
Desafios e Dados da Indústria Paranaense
Na palestra Inovar onde é mais difícil: o desafio da indústria do Pará e a resposta do Sistema FIEPA, o presidente apresentou dados cruciais sobre o cenário econômico local. Ele destacou que o estado é líder em inovação na Região Norte, mas ainda precisa converter mais conhecimento em produtividade para melhorar seus resultados nacionais. A forte dependência de commodities exige uma mudança estrutural para agregar valor às produções.
Carvalho afirmou: É com a inovação, com a ciência e com a tecnologia que nós vamos conseguir encontrar caminhos para romper essa lógica do mercado de se exportar matéria-prima e se ter que importar produtos acabados. Essa mudança é vista como a única forma de garantir um desenvolvimento mais justo e sustentável para a população local.
Iniciativas do Sistema FIEPA para o Futuro
Como respostas concretas a esses desafios, o presidente destacou o Observatório da Indústria, os institutos SENAI de Inovação em Tecnologias Minerais e de Tecnologia em Alimentos e Bebidas. Também citou a atuação do SESI, SENAI, IEL e FIEPA Redes no desenvolvimento de talentos, tecnologia e fornecedores, além do Mapa Estratégico da Indústria do Pará 20262032, elaborado em parceria com a CNI.
O painel, focado na cooperação transatlântica, reuniu especialistas como Bernardo Ivo Cruz, Daniel Martins e Manuela Pintado, com moderação de João Pinto e João Amaral. Carvalho ressaltou o potencial de novas conexões entre o Pará e Portugal em pesquisa aplicada e negócios.
Mas nós queremos também que a nossa população esteja em pé de igualdade, concluiu o presidente, ao defender que o desenvolvimento regional produza benefícios concretos para a sociedade. A participação na conferência reforça o compromisso do Sistema FIEPA em buscar parcerias internacionais para impulsionar o progresso amazônico.






