09 de outubro de 2026

Dólar cai no Brasil com eleições, inflação alta e petróleo barato

Economia Dólar 09/10/2026 11:14 Redação Digital Canal Rural canalrural.com.br Brasília DF

A moeda americana perdeu valor nesta sexta-feira, dia 9, devido à liderança de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, alta da inflação oficial em setembro e queda do preço do petróleo no mundo. O governo liberou bilhões para subsidiar o diesel.

O dólar ficou mais barato em relação ao real na manhã desta sexta-feira (9). O movimento acontece num momento em que o dinheiro brasileiro e outros ativos do país ganham força. Este cenário é influenciado pelos resultados das pesquisas para o segundo turno da eleição presidencial, pela disposição dos investidores estrangeiros em arriscar e pela divulgação dos dados de inflação de setembro. A bolsa de valores brasileira (Ibovespa) também subiu, seguindo o bom humor do mercado global.

No mercado de câmbio, a queda do dólar foi puxada principalmente pelas pesquisas eleitorais. Os dados mostram Flávio Bolsonaro (PL) à frente no segundo turno. Muitos investidores interpretam isso como uma possível troca de governo com foco em corte de gastos. Além disso, o real ganhou apoio com o bom desempenho das moedas de outros países em desenvolvimento, já que o mundo inteiro está mais aberto a investimentos de risco.

Resumo Rápido da Notícia

  • Eleições: Pesquisas do Datafolha e AtlasIntel mostram Flávio Bolsonaro liderando o segundo turno contra Lula.
  • Inflação: O IPCA subiu 0,82% em setembro, acima do esperado, mas dentro do teto de 0,83%.
  • Petróleo: O preço do barril caiu porque Donald Trump disse que não atacará o Irã antes das eleições nos EUA.
  • Real Estável: Apesar da queda do dólar, compras de importadores perto de R$ 5,00 seguram a queda da moeda americana.
  • Combustíveis: O governo liberou R$ 7,52 bilhões em crédito extra para manter subsídios do diesel.

Do lado de fora do Brasil, o barril do petróleo Brent caiu um pouco mais de 1%, chegando a US$ 102. Essa queda aconteceu depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que não fará ataques ao Irã antes das eleições americanas de novembro. Essa declaração reduziu o medo de que o suprimento de petróleo pelo Estreito de Ormuz fosse interrompido, o que é bom para a economia global.

Ainda assim, a queda do dólar é limitada. Isso acontece porque muitos importadores brasileiros compram dólar perto da marca de R$ 5,00, o que segura o preço da moeda norte-americana e evita que o real valorize demais de uma vez.

As pesquisas eleitorais são o foco da semana. Na primeira pesquisa do Datafolha para o segundo turno, Flávio Bolsonaro tem 49% das intenções de voto gerais, contra 45% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos votos válidos (que excluem brancos, nulos e abstenções), o placar é de 52% a 48%. Essa diferença está dentro da margem de erro de 2 pontos porcentuais. Outra pesquisa, da AtlasIntel/Bloomberg, mostra Flávio com 51,1% dos votos gerais, contra 45,7% de Lula. Nos válidos, a vantagem é de 52,8% a 47,2%, com margem de erro de 1 ponto porcentual.

Inflação Acima do Esperado

O mercado também reage aos dados de inflação de setembro. Segundo o IBGE, o IPCA (medida oficial da inflação) subiu 0,82% no mês. No mês anterior, agosto, o índice tinha caído 0,32%. O resultado de setembro ficou acima da média esperada pelos economistas (que era de 0,76%) e ficou perto do limite máximo de 0,83% calculado pelo Banco Central.

No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação acumulada atingiu 4,58%. No ano inteiro até agora, o aumento dos preços foi de 3,95%. Esses números são importantes para definir os próximos passos da política monetária e os juros no Brasil.

Governo Libera Recursos para Diesel

Nesta sexta-feira (9), o governo federal também anunciou uma medida importante para os combustíveis. Uma entrevista coletiva interministerial foi agendada para as 11h30. Foi publicada no Diário Oficial da União a Medida Provisória 1.395, que libera R$ 7,52 bilhões em crédito extraordinário. Desse total, R$ 6,17 bilhões serão usados especificamente para subsidiar o diesel, mantendo o apoio à produção e à importação do combustível.


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