O Tribunal Superior do Trabalho analisa nesta terça-feira (29) a ação da Caixa Econômica Federal para forçar o fim da paralisação dos bancários, que já dura 19 dias. Os ministros tentarão um acordo e podem determinar medidas para retomar as atividades.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) realiza, nesta terça-feira (29), o julgamento do dissídio coletivo solicitado pela Caixa Econômica Federal para encerrar a greve nacional dos bancários, que já dura 19 dias. A sessão está marcada para as 14h30.
A empresa decidiu levar o caso à Justiça do Trabalho após uma tentativa de mediação realizada pelo próprio tribunal terminar sem acordo com os trabalhadores. Durante o julgamento, os ministros poderão tentar uma nova conciliação entre as partes.
- O TST decide hoje a ação da Caixa para acabar com a greve.
- A paralisação começou no dia 10 de setembro e já dura 19 dias.
- Um juiz determinou que 60% dos funcionários voltem ao trabalho.
- O principal foco da briga é o custo do plano de saúde dos bancários.
- Mais de 90% dos sindicatos rejeitaram a primeira proposta do banco.
TST busca acordo após falha na mediação
Em decisão liminar na última sexta-feira (25), o ministro Maurício Godinho determinou que pelo menos 60% dos funcionários voltem às atividades, para funcionamento parcial das agências do banco. A decisão visa garantir o atendimento básico aos clientes enquanto a disputa continua.
Relembre a origem da greve da Caixa
A greve teve início no dia 10 de setembro, após os empregados rejeitarem a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta apresentada pela instituição.
Já na última segunda-feira (21), os trabalhadores recusaram a segunda proposta apresentada pelo banco, que ampliaria de 6,5% para 9% da folha de pagamento o teto de participação do banco no custeio do Saúde Caixa, a partir de 2027.
O plano de assistência médica dos empregados é uma das principais pautas de reivindicação da categoria, o que explica a resistência em aceitar as ofertas iniciais de reajuste.

Justiça (IA)





