24 de setembro de 2026

Caixa Econômica vai ao TST e pede encerramento da greve dos bancários

Economia Trabalho 24/09/2026 14:11 Geralda Doca / Extra extra.globo.com

Após 13 dias de paralisação e falta de acordo, a Caixa Econômica Federal recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho. O banco buscou melhorias, como bônus de R$ 3 mil, mas o impasse persiste, especialmente sobre plano de saúde e regras de PLR.

A direção da Caixa Econômica Federal decidiu apresentar um pedido de dissídio coletivo ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta quinta-feira (24). Esta medida ocorre após a greve geral dos trabalhadores completar 13 dias sem que as partes consigam fechar um acordo satisfatório.

O banco obteve autorização judicial para reabrir as agências, permitindo que os gerentes atendam os clientes durante a paralisação. O caso agora será analisado pelo ministro Maurício Godinho Delgado, embora ainda não tenha sido definida a data para o julgamento.

  • 13 dias de greve: A paralisação dos trabalhadores da Caixa já dura duas semanas sem acordo definitivo.
  • Bônus rejeitado: O banco ofereceu R$ 3 mil por funcionário, mas os sindicalistas não aceitaram a proposta.
  • Plano de saúde em disputa: O principal ponto de atrito é o reajuste do seguro saúde, especialmente para gerentes.
  • Reabertura autorizada: A Justiça permitiu que os gerentes abrissem as agências para atender clientes urgentes.
  • PLR sem mudanças: A proposta da Caixa manteve as regras atuais da Participação nos Lucros e Resultados.

No comunicado oficial, a Caixa afirmou que manteve "amplo diálogo com as entidades representativas dos trabalhadores". A instituição destacou que tentou, sem sucesso, melhorar a proposta inicial, incluindo o pagamento de um bônus de R$ 3 mil para cada empregado.

Impasse sobre benefícios e saúde

Por sua vez, integrantes do movimento sindical apontam que o principal obstáculo para o fim da greve é o reajuste do plano de saúde. A crítica é forte principalmente em relação aos funcionários em nível de gerência, que não tiveram suas condições melhoradas.

Embora a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), entidade ligada à CUT, tenha apelado pelo encerramento da paralisação, as assembleias gerais dos trabalhadores decidiram manter a greve ativa.

Paralelamente, o reajuste salarial geral foi negociado pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) com os trabalhadores de todos os bancos do país. Essa convenção coletiva definiu um aumento salarial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), somado a um ganho real de 0,6%, totalizando 4,60%.

Benefícios e comparações com outros bancos

Os demais benefícios da categoria também serão reajustados pelo mesmo índice de inflação. No entanto, as negociações específicas da Caixa, que envolvem pontos sensíveis como a saúde, permanecem travadas.

Funcionários do Banco do Brasil (BB) também realizaram greve, mas a paralisação foi mais curta e já foi encerrada. Os trabalhadores seguem a orientação do comando de greve e conseguiram um avanço importante: a antecipação do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Em contraste, a proposta da Caixa Econômica Federal mantém inalteradas as regras atuais da PLR, o que agrada a direção, mas frustra as expectativas dos sindicalistas que buscam melhorias nesse ponto.


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