17 de setembro de 2026

Economia brasileira encolheu 0,4% em julho, aponta estudo da FGV

Economia PIB 17/09/2026 15:18 Redação Digital / Canal Rural canalrural.com.br

O Indicador do PIB da FGV mostra que a produção nacional caiu em julho, marcando dois meses seguidos de queda. A agropecuária recuou e os setores de indústria e serviços ficaram estagnados, sinalizando um período de crescimento mais lento.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, que mede tudo o que é produzido no país, apresentou uma redução de 0,4% no mês de julho. Essa variação foi comparada com o mês de junho anterior. Os dados são do Monitor do PIB, pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) e divulgada na quinta-feira, dia 17.

Este resultado representa a segunda queda mensal consecutiva na atividade econômica do país. Embora tenha caído em relação ao mês anterior, ao comparar com o mesmo período de 2025, houve um crescimento de 1,3% em julho de 2026.

  • A economia brasileira caiu 0,4% em julho, sendo a segunda baixa seguida mês a mês.
  • A comparação anual ainda é positiva, com 1,3% de crescimento frente a 2025.
  • O setor de agropecuária recuou, enquanto indústria e serviços não avançaram.
  • Especialistas apontam juros altos e exportações mais difíceis como causas.
  • No acumulado de 12 meses, o PIB ainda apresenta alta de 1,8%.

Setores econômicos enfrentam dificuldades

Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, explicou que o resultado de julho confirma que a economia está desacelerando. Segundo a especialista, o problema vem de um enfraquecimento geral nas três principais áreas de produção. A área do campo (agropecuária) teve retração, enquanto as fábricas e o comércio de serviços permaneceram parados, sem avanços.

Em uma nota oficial, Juliana Trece alertou que o desempenho fraco de julho dificulta a manutenção de crescimentos mais altos no restante do ano. Ela prevê que os próximos resultados podem ficar próximos de uma situação de estabilidade, sem avanços significativos. Ela atribui essa situação a problemas externos e internos.

Desafios internacionais e internos

A especialista apontou um ambiente externo complicado como fator determinante. A elevação de taxas de importação (tarifas) pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e o aumento do preço do petróleo afetaram negativamente o país. Internamente, o cenário é marcado por juros altos e uma dívida maior das famílias, o que reduz o consumo e impacta a produção.

No período de três meses que terminou em julho de 2026, o PIB cresceu 1,6%. Já considerando os últimos doze meses, a alta registrada foi de 1,8%. Esses números mostram que, apesar da queda de curto prazo, o crescimento de médio prazo ainda se mantém, embora com ritmo mais lento.

Os dados do Monitor do PIB revelam, portanto, um recuo na atividade econômica do mês de julho, mas um avanço na comparação com o ano anterior. A perda de ritmo reflete um cenário de desaceleração, com destaque negativo para o recuo do setor agropecuário no resultado mensal.


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