17 de setembro de 2026

Bolsa Família sobe para R$ 691 a partir de 19 de outubro

Economia Benefício 17/09/2026 14:21 Jeniffer Gularte e Bruna Lessa Extra/Globo extra.globo.com

Governo Lula anuncia aumento de 15% no benefício social, que atinge 19 milhões de famílias. O valor mínimo passa de R$ 600 para R$ 691 e a média sobe para R$ 777. O pagamento ocorre entre os turnos das eleições de 2026.

O reajuste do Bolsa Família, anunciado nesta quinta-feira (dia 17) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, começará a ser pago em 19 de outubro. A data de pagamento situa-se entre o primeiro e o segundo turnos das eleições gerais. Com a medida, o valor mínimo do benefício passará de R$ 600 para R$ 691. Além disso, o pagamento médio das famílias beneficiárias subirá para R$ 777.

Segundo informações oficiais do governo federal, o percentual de aumento é de 15,04%. O benefício alcançará diretamente cerca de 19 milhões de famílias em todo o Brasil. O decreto que define os novos valores já foi assinado pela Presidência, garantindo que a folha de pagamento do mês de outubro seja processada imediatamente com o reajuste aplicado.

  • O valor mínimo do benefício sobe de R$ 600 para R$ 691.
  • O valor médio recebido pelas famílias passará a ser de R$ 777.
  • A medida beneficia cerca de 19 milhões de famílias brasileiras.
  • O aumento percentual total é de 15,04% em relação ao valor anterior.
  • O primeiro pagamento com o novo valor ocorre no dia 19 de outubro de 2026.

Recomposição da perda de poder de compra

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, explicou a lógica por trás do aumento. Ele afirmou que o reajuste corresponde exatamente à recomposição da perda do poder de compra acumulada pelas famílias desde o início de 2023. Essa possibilidade está prevista na legislação do próprio programa social, permitindo ajustes quando o custo de vida sobe.

O ministro destacou que o instrumento é fundamental para manter os resultados positivos na redução da taxa de pobreza no país. Ele ressaltou que seguir com essa recomposição é essencial para não deixar as famílias mais vulneráveis na margem. Isso corresponde exatamente ao que a lei nos autoriza a fazer, que é a recomposição do poder de compra das famílias. Esse é um instrumento fundamental para que a gente siga tendo resultados na redução da taxa de pobreza, disse Moretti.

Para garantir que a medida não atrapalhe as finanças públicas no curto prazo, o governo utilizará recursos já existentes. A estratégia visa manter a sustentabilidade fiscal enquanto entrega o benefício prometido à população. O foco é equilibrar a ajuda social com a responsabilidade de cuidar do orçamento da União.

Impacto financeiro e remanejamento de recursos

O reajuste terá um impacto financeiro de R$ 5,8 bilhões ainda neste ano, considerando apenas os pagamentos que ocorrerão a partir de outubro. Já no ano seguinte, em 2027, o efeito total no orçamento será de R$ 22 bilhões. Moretti garantiu que, em 2026, o governo cobrirá essa despesa extras com a transferência de verbas de outras áreas.

O ministro enfatizou que não haverá aumento no limite total de gastos do governo central. A manobra orçamentária consiste em remanejar recursos de rubricas onde foram identificado sobras. Isso será feito sem nenhum real de aumento do nosso limite global de despesa. Será mantido o nosso limite de gastos, e vamos remanejar outras rubricas nas quais foram identificadas sobras, afirmou o titular da pasta.

De acordo com o ministro, a revisão rigorosa do cadastro do Bolsa Família e o combate firme às fraudes abriram espaço financeiro para essa nova política. Esses ajustes prévios permitiram liberar verbas sem a necessidade de criar novos impostos ou endividar o país. Para 2027, o governo ainda precisa encaminhar as alterações necessárias ao Congresso Nacional, mas prevê continuar usando o mesmo método de ajuste interno.

Para o próximo ano, a previsão é de que o aumento também seja coberto com remanejamentos dentro do próprio programa e de outras áreas do orçamento. O compromisso é manter a disciplina fiscal enquanto amplifica a proteção à base da pirâmide social. Essa abordagem busca consolidar o programa como uma âncara de estabilidade para milhões de brasileiros.

Proposta orçamentária e valores futuros

A proposta orçamentária original, enviada em agosto, reservava R$ 157,1 bilhões para o Bolsa Família no ano de 2027. Com o novo reajuste de 15%, esse valor destinado ao programa deverá saltar para R$ 179 bilhões. O aumento representa um desafio logístico e financeiro que o governo planeja lidar com transparência e controle de gastos.

Essa mudança reflete um compromisso de longo prazo com a redução da desigualdade social. O ajuste nos valores visa garantir que o benefício acompanhe a inflação e o custo de vida dos itens essenciais. A intenção final é assegurar que a população atendida possa adquirir os mesmos produtos com o mesmo esforço financeiro de anos anteriores.


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