17 de setembro de 2026

Governo mantém regra de renda do Bolsa Família apesar do reajuste

Economia Bolsa Família 17/09/2026 14:10 Geralda Doca / Extra extra.globo.com

Apesar do aumento do valor mínimo para R$ 691, o critério de entrada continua sendo renda per capita de até R$ 218. O benefício será pago a partir de outubro.

O reajuste do Bolsa Família, anunciado na manhã desta quinta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de 15,04% no valor do auxílio a partir de outubro não abrange o critério de entrada no programa, segundo técnicos do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

O governo aumentou o piso do programa de R$ 600 para R$ 691 a menos de três meses das eleições presidenciais.

  • O valor do benefício sobe quase 15%, passando de R$ 600 para R$ 691.
  • A entrada no programa continua dependendo de um limite de renda por pessoa da família.
  • Somente o valor do benefício aumentou; a regra para entrar permaneceu igual.
  • A alteração foi anunciada pouco antes das eleições presidenciais de 2026.
  • O primeiro pagamento com o valor novo ocorre em 19 de outubro.

Famílias com renda per capita de até R$ 218 mensais têm direito ao Bolsa Família. O cálculo da renda per capita é feito pela soma da renda total da família dividida pelo número de integrantes. Esse valor não muda.

Como funciona a regra de acesso ao benefício

Para receber o Bolsa Família é preciso estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal por pessoa da família de até R$ 218. Ou seja, esse valor é o resultado de uma conta que considera quanto a família ganha por mês dividido pelo número de integrantes daquela família.

Além disso, a entrada no Bolsa Família não é automática, depende do limite orçamentário do Programa, ou seja, se há dinheiro disponível para a entrada de novas famílias.

Também é preciso cumprir requisitos em educação e saúde, como filhos em idade escolar matriculados e comprovante de vacinação em dia.


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