12 de setembro de 2026

5 passos para líderes prepararem empresas para o futuro em 2027

Economia Gestão 12/09/2026 09:05 Fernanda Marques, assessoria de imprensa do Grupo 220

Especialista em gestão aponta que líderes devem revisar estratégia, pessoas, processos e tecnologia no segundo semestre para garantir crescimento sustentado.

Revisão estratégica para o próximo ciclo

O segundo semestre do ano não é apenas o momento de pressa para concluir as metas estabelecidas no início do período. Segundo Raphael Costa, CEO do Grupo 220, essa fase também representa uma janela estratégica crucial para que as empresas reavaluem suas decisões e se posicionem adequadamente diante de 2027.

Raphael Costa reforça que os gestores precisam utilizar os meses restantes de 2026 para analisar as transformações ocorridas no mercado, identificar entraves operacionais e capacitar suas equipes para atender a novas demandas emergentes.

O segundo semestre não deve ser apenas uma corrida para entregar o que foi planejado. É o momento de analisar o que funcionou, corrigir rotas e construir as condições para o próximo ciclo, afirma o executivo.

  • 39% das habilidades usadas hoje pelos trabalhadores podem ficar desatualizadas ou serem transformadas até 2030, segundo o Fórum Econômico Mundial.
  • 63% dos empregadores consideram a falta de competências dos profissionais como um dos maiores obstáculos para inovar nos negócios.
  • O avanço da tecnologia não elimina a necessidade de habilidades humanas, mas eleva a demanda por líderes que saibam interpretar dados e cenários.
  • Na América Latina e no Caribe, 84% das empresas planejam treinar suas próprias equipes para dominar competências digitais.
  • Cerca de 59% dos profissionais precisarão de capacitação ou requalificação até 2030 para acompanhar as mudanças no mercado de trabalho.

Pontos essenciais na gestão corporativa

A relevância dessa revisão aumenta diante da rapidez com que o mercado de trabalho se transforma. Dados do relatório Future of Jobs 2025, do World Economic Forum (WEF), indicam que quase quatro em cada dez habilidades atuais sofrerão mudanças significativas ou serão obsoletas até 2030.

Além disso, o levantamento mostra que 63% dos empregadores veem a lacuna de competências como um dos principais bloqueios para a evolução de seus modelos de negócio.

Para Raphael Costa, a preparação para o próximo ciclo deve começar já em 2026. Ele destaca cinco áreas que merecem atenção imediata dos líderes.

  • Estratégia: Verificar se as prioridades definidas no início do ano ainda fazem sentido frente às mudanças no mercado, no comportamento dos consumidores e no cenário econômico.
  • Pessoas e Competências: Avaliar se as equipes possuem as habilidades necessárias para executar a estratégia, identificando lacunas que exijam treinamento, desenvolvimento ou novas contratações.
  • Processos: Identificar atividades que consomem tempo e recursos sem gerar retorno proporcional, buscando oportunidades para aumentar a produtividade por meio da revisão das rotinas.
  • Tecnologia e Inteligência Artificial: Determinar quais ferramentas podem automatizar tarefas repetitivas, apoiar a tomada de decisão e libertar os profissionais para atividades de maior valor agregado.
  • Próximo Ciclo: Definir quais decisões precisam ser tomadas ainda em 2026 para que a empresa não inicie 2027 apenas reagindo às mudanças do mercado.

Liderança integrada a tecnologia e humanidade

Uma estratégia só funciona quando existe capacidade de execução. Por isso, olhar para as competências das equipes é tão importante quanto revisar metas e indicadores, explica o CEO do Grupo 220.

A transformação do mercado também exige uma mudança no perfil dos líderes. O WEF aponta que inteligência artificial, big data, pensamento criativo, resiliência, flexibilidade, agilidade, curiosidade e aprendizagem contínua são competências que ganharão grande relevância nos próximos anos.

Liderança e influência social aparecem entre as habilidades com maior tendência de crescimento. Na América Latina e no Caribe, 84% dos empregadores afirmam que pretendem capacitar suas próprias equipes para atender à crescente demanda por competências digitais e tecnológicas.

Para Raphael, o avanço da tecnologia não diminui a importância das competências humanas. Pelo contrário, aumenta a necessidade de profissionais capazes de interpretar cenários, tomar decisões e conduzir pessoas em ambientes de mudança constante.

O líder de hoje precisa entender tecnologia e dados, mas também precisa saber lidar com pessoas, comunicar decisões e conduzir equipes em situações de incerteza. Uma competência não substitui a outra, afirma.

Habilidades em alta para o futuro

O cenário reforça a necessidade de aprendizagem contínua. Segundo o WEF, 59% dos trabalhadores precisarão de capacitação, requalificação ou atualização profissional até 2030 para lidar com as mudanças nas competências exigidas.

Raphael Costa indica cinco habilidades que merecem atenção especial dos executivos:

  • Pensamento Estratégico: Capacidade de analisar cenários, antecipar movimentos e tomar decisões que vão além das demandas operacionais do dia a dia.
  • Adaptabilidade: Disponibilidade para rever estratégias e decisões diante de novas informações e mudanças inesperadas no mercado.
  • Inteligência Tecnológica: Compreensão de como recursos como inteligência artificial e análise de dados podem contribuir para a produtividade e a gestão eficiente.
  • Gestão de Pessoas: Habilidade para desenvolver equipes, delegar responsabilidades, oferecer feedback constructivo e manter os profissionais engajados.
  • Aprendizado Contínuo: Disposição para atualizar conhecimentos e desenvolver novas competências conforme as transformações do mercado.

Mais do que acompanhar indicadores, a revisão do segundo semestre ajuda os líderes a identificar quais mudanças precisam começar antes da virada do ano. A combinação entre tecnologia, estratégia e desenvolvimento humano tende a ser determinante para empresas que buscam crescimento em um ambiente de transformação constante.

A pergunta para este segundo semestre não é apenas vamos bater a meta'. É também 'estamos nos tornando uma empresa mais preparada para o que vem depois'. Essa reflexão precisa fazer parte da agenda da liderança, conclui Raphael Costa.


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