A montadora Stellantis decidiu aguardar o cenário eleitoral, a reforma tributária e as regras de importação para escolher as próximas tecnologias que receberão investimentos no país. Projetos já anunciados seguem em andamento, mas novas decisões dependem de maior previsibilidade.
A Stellantis vai aguardar definições sobre as eleições, a reforma tributária e as regras de importação antes de tomar novas decisões de investimento no Brasil. Segundo o presidente da empresa para a América do Sul, Herlander Zola, os projetos já anunciados seguem em andamento, mas a escolha das próximas tecnologias a receber aportes depende de maior clareza sobre a política industrial e a agenda de descarbonização do país.
- A Stellantis é dona de marcas como Jeep, Fiat, Peugeot e Citroën.
- A empresa está de olho em tecnologias como carros elétricos e a etanol.
- A fábrica de Porto Real, no Rio de Janeiro, opera com 40% da capacidade.
- A empresa trouxe a marca chinesa Leapmotor para o Brasil.
- O imposto de 35% sobre carros importados ainda favorece importar da China.
Entre as alternativas em análise pela montadora estão a retomada de modelos movidos exclusivamente a etanol e a ampliação de veículos elétricos. Zola afirmou nesta quarta-feira (12), em almoço com jornalistas, que períodos eleitorais costumam adiar parte dos investimentos que dependem de previsibilidade regulatória e econômica.
De acordo com o executivo, um dos pontos centrais para a definição dos próximos passos é o tratamento dado à importação de carros eletrificados. Na avaliação da empresa, a alíquota de 35% cobrada sobre híbridos e elétricos parcialmente montados ainda torna mais vantajosa a importação da China do que a produção local. Zola disse que uma eventual elevação desse imposto tornaria o modelo de localização mais competitivo.
Reforma tributária e imposto seletivo
A empresa também acompanha a regulamentação do imposto seletivo criado pela reforma tributária. O tributo terá cobrança variável conforme o nível de emissões dos automóveis, o que, segundo a Stellantis, influencia a competitividade dos diferentes modelos.
Zola afirmou que o grupo pretende se adaptar à rota tecnológica escolhida pelo país e que a flexibilidade da empresa pode levar à revisão de lançamentos, com cancelamento de alguns projetos e aceleração de outros. O portfólio inclui soluções desenvolvidas no Brasil, no exterior e em parcerias, além da marca chinesa Leapmotor, trazida ao mercado brasileiro pela companhia.
Lançamento do Jeep Avenger
O executivo falou durante o lançamento do Jeep Avenger, modelo com o qual a Stellantis busca recuperar espaço no segmento de utilitários esportivos e elevar a utilização da fábrica de Porto Real, no sul do Rio de Janeiro, que vinha operando com 40% da capacidade.
Segundo a Stellantis, a definição do ambiente político, tributário e regulatório será determinante para orientar os próximos investimentos da companhia no Brasil, inclusive na escolha entre diferentes tecnologias de descarbonização.

Imagem criada por inteligência artificial





