Empresas estão investindo mais em treinar seus gestores para serem mais flexíveis e adaptáveis. Isso porque uma pesquisa mostra que líderes com essa característica podem aumentar em até 2,4 vezes os resultados financeiros, além de melhorar a inovação e manter os melhores funcionários na equipe.
Em um mercado que muda cada vez mais rápido, acompanhar a evolução deixou de ser uma escolha para virar uma necessidade. A tecnologia, a digitalização, as novas formas de trabalho e as mudanças no comportamento dos consumidores estão fazendo as empresas adotarem modelos de gestão mais ágeis e prepararem seus líderes para se adaptar.
Mais do que investir em máquinas ou sistemas, as empresas estão percebendo que crescer de forma sustentável depende diretamente da qualidade de quem está no comando. Dados do relatório State of the Global Workplace 2026, da Gallup, mostram que apenas 20% dos profissionais no mundo estavam engajados no trabalho em 2025. E mais: os gestores influenciam cerca de 70% da variação do comprometimento das equipes. Isso mostra como a forma de liderar impacta os resultados do negócio.
- Engajamento baixo: Apenas 20% dos profissionais do mundo estavam realmente engajados no trabalho em 2025, segundo a Gallup.
- Gestor é chave: Os líderes influenciam 70% da motivação e do comprometimento das suas equipes.
- Investimento em treinamento: 71% das empresas já oferecem programas de treinamento em liderança para seus gestores.
- Resultado financeiro: Empresas com gestores mais flexíveis têm 2,4 vezes mais chances de ter melhores resultados financeiros, de acordo com a Deloitte.
- Liderança além de metas: O gestor de hoje precisa desenvolver pessoas, inspirar e criar um ambiente de confiança, e não apenas cobrar resultados.
Treinamento de líderes é prioridade
Treinar líderes virou uma das principais estratégias das empresas. O LinkedIn Workplace Learning Report 2025 mostra que 71% das organizações já oferecem programas de treinamento em liderança. Essa é uma das ações mais importantes para fortalecer as habilidades dos gestores, estimular a inovação e garantir o crescimento do negócio.
Opinião de especialista: o empresário precisa evoluir
Para Rodrigo Monteiro, idealizador do Clube CDC, o cenário atual exige que os empresários repensem profundamente a forma como conduzem seus negócios. Ele afirma que muitos acham que os problemas estão no mercado, na equipe ou no modelo de negócio, mas a empresa é um reflexo direto de quem a lidera. Se o empresário não evoluir, dificilmente conseguirá acompanhar as mudanças ao seu redor.
Flexibilidade traz vantagem competitiva
Saber se adaptar se tornou um diferencial competitivo importante. Um estudo da Deloitte indica que empresas com gestores mais flexíveis têm 2,4 vezes mais chances de alcançar melhores resultados financeiros. Além disso, essas organizações demonstram maior capacidade de inovar e de reter profissionais talentosos.
O fim dos modelos antigos de gestão
Na opinião de Monteiro, os modelos de administração baseados em muito controle, centralização e pouca capacidade de ouvir os outros perderam espaço. O mercado de hoje exige agilidade, trabalho em equipe e uma visão de longo prazo. Ele destaca que liderar vai muito além de cobrar metas: é desenvolver pessoas, inspirar, preparar sucessores e criar um ambiente de confiança e propósito. Quando isso acontece, os resultados são mais consistentes e duradouros.
Encontros de negócios como ferramenta de crescimento
Os encontros de negócios estão se consolidando como uma ferramenta importante para empresários que querem acelerar o seu crescimento profissional. Trocar experiências, conhecer diferentes perspectivas do mercado e aprender com desafios reais ajuda a ampliar o conhecimento e a tomar decisões mais acertadas. No Clube CDC, isso acontece por meio de encontros e conexões voltados para empresários que buscam aprendizado contínuo, networking de qualidade e expansão dos seus negócios. Monteiro conclui que esses encontros encurtam caminhos, pois dão acesso a experiências já vividas por outros empresários, ampliando a visão estratégica, reduzindo erros e fortalecendo a capacidade de tomar decisões mais conscientes, com impactos positivos na equipe, na cultura da empresa e nos resultados finais.

Rodrigo Monteiro. Divulgação





