07 de julho de 2026

Metade do ano: hora de revisar as finanças e evitar dívidas

Economia Finanças 07/07/2026 15:17 Jéssica Maciel, coordenadora de Planejamento Financeiro do Banco Mercantil, via Assessoria de Imprensa InPress Porter Novelli

A metade do ano é o momento ideal para fazer um check-up financeiro e evitar que pequenos desequilíbrios se transformem em dívidas no segundo semestre. Especialista do Banco Mercantil dá dicas de como organizar o orçamento e se preparar para gastos típicos, como férias, Black Friday e Natal.

Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), o endividamento familiar atingiu a marca recorde de 81,6% das famílias brasileiras. Isso significa que mais de 8 em cada 10 lares possuem algum tipo de dívida, mostrando que o crédito faz parte da rotina, mas também reforçando a importância de acompanhar o orçamento para evitar que os compromissos financeiros saiam do controle.

  • Mais de 81% das famílias brasileiras estão endividadas, um recorde histórico.
  • A metade do ano é um bom momento para fazer um diagnóstico financeiro, como um check-up de saúde.
  • Pequenos gastos, quando somados, podem representar uma parcela importante da renda.
  • A regra 50-30-20 ajuda a equilibrar despesas essenciais, lazer e investimentos.
  • Antecipar despesas do segundo semestre, como férias e Natal, evita recorrer ao crédito de emergência.

Assim como um check-up ajuda a acompanhar a saúde, a metade do ano é uma oportunidade para fazer um diagnóstico das finanças. O período permite avaliar se os gastos dos primeiros meses ficaram dentro do planejado, identificar despesas que cresceram acima do esperado e reorganizar o orçamento antes da chegada de compromissos típicos do segundo semestre, como férias, datas comemorativas, Black Friday, Natal e outros gastos de fim de ano.

O primeiro passo: comparar o planejado com o real

Para Jéssica Maciel, coordenadora de Planejamento e Análise Financeira do Banco Mercantil, muitas pessoas fazem um planejamento em janeiro, mas deixam de acompanhar sua evolução ao longo dos meses: "O planejamento financeiro não deve ser um documento que fica esquecido depois do início do ano. Assim como fazemos exames periódicos para acompanhar a saúde, as finanças também precisam de revisões frequentes para identificar desequilíbrios antes que eles se tornem um problema."

Como identificar os gastos que podem ser ajustados

O primeiro passo é comparar quanto foi planejado com o que realmente aconteceu nos primeiros seis meses do ano. Vale observar se houve aumento das despesas, redução da capacidade de poupança e também o consumo do limite do cartão de crédito para aqueles que fazem uso. Esse diagnóstico ajuda a identificar quais gastos podem ser ajustados antes que comprometam o orçamento dos próximos meses. "Muitas vezes não é necessário fazer grandes cortes. Pequenos gastos recorrentes, quando somados, podem representar uma parcela importante da renda, por isso a importância de sempre ter controle dos eventos que estão consumindo o orçamento mensal."

A importância de se preparar para o segundo semestre

A revisão também ganha importância porque o segundo semestre costuma concentrar despesas que exigem maior organização financeira. Além das férias escolares de julho, muitas famílias passam a planejar compras para datas comemorativas, viagens de fim de ano e os custos tradicionais do início do ano seguinte. "Quem consegue antecipar essas despesas tem mais liberdade para pesquisar preços, parcelar apenas quando faz sentido e evitar recorrer ao crédito em situações emergenciais."

A regra 50-30-20 para equilibrar o orçamento

Outro ponto importante é avaliar se a distribuição da renda continua fazendo sentido para a realidade atual. Mudanças de emprego, aumento de despesas familiares ou novos objetivos podem exigir adaptações no orçamento. Uma referência bastante utilizada é a regra 50-30-20, que orienta destinar cerca de 50% da renda para despesas essenciais, 30% para gastos pessoais e lazer e 20% para investimentos ou formação de reserva financeira. Embora não seja uma fórmula rígida, ela ajuda a visualizar se existe equilíbrio entre consumo e planejamento.

Crie o hábito de acompanhar o orçamento o ano todo

De acordo com a especialista do Banco Mercantil, mais importante do que esperar janeiro para reorganizar a vida financeira é criar o hábito de acompanhar o orçamento durante todo o ano. "A metade do ano oferece uma oportunidade de recalcular a rota. Mesmo quem saiu do planejamento inicial ainda tem tempo para reorganizar as contas, fortalecer a reserva financeira e chegar ao fim do ano com mais tranquilidade."


Aa

Receba atualizações

no seu e-mail