O iFood Pago, que é o banco do iFood para pequenas e médias empresas, já emprestou mais de R$ 3 bilhões para donos de restaurante no Brasil. Só entre abril e dezembro de 2025, foram R$ 1,3 bilhão. A empresa agora quer acelerar e emprestar ainda mais em 2026, ajudando quem não consegue crédito nos bancos tradicionais.
O iFood Pago, braço financeiro do iFood para pequenas e médias empresas, já passou dos R$ 3 bilhões em crédito dado no Brasil desde que começou. Só entre abril e dezembro de 2025, foram R$ 1,3 bilhão para os restaurantes que usam a plataforma.
- O iFood Pago já emprestou mais de R$ 3 bilhões para donos de restaurante no Brasil.
- 63% dos restaurantes que usam esse crédito não conseguiam empréstimo em bancos comuns.
- A empresa usa dados do delivery para saber se o restaurante pode pagar o empréstimo.
- O crédito pode ser usado para comprar equipamentos, abrir novas lojas ou como dinheiro extra em épocas de baixa.
- A conta digital do iFood Pago já tem 166 mil clientes ativos e movimenta mais de R$ 4 bilhões por mês.
A empresa viu um crescimento de 55% na hora de emprestar dinheiro, comparando o começo de 2026 com o fim de 2025.
A previsão para 2026 é crescer ainda mais, entre 50% e 60%, e emprestar mais de R$ 2 bilhões durante o ano.
Como funciona o crédito do iFood Pago
"O dono de restaurante geralmente não consegue pegar empréstimo nos bancos tradicionais. Muitos nem pensam nessa possibilidade. O que estamos fazendo é dar crédito como um investimento, para ele acelerar o crescimento do negócio", diz o presidente do iFood Pago, Bruno Henriques, em conversa com o CNN Money.
Segundo ele, cerca de 63% dos restaurantes que usam o crédito da plataforma não tinham acesso a financiamento em outros lugares.
Como o iFood sabe se o restaurante pode pagar
Henriques explica que o diferencial está no uso de muitos dados que o iFood tem sobre os restaurantes, como a frequência dos clientes e o potencial de crescimento. "Conhecemos o comportamento do restaurante, a frequência dos clientes e o potencial de crescimento. Isso nos permite emprestar com mais segurança", disse.
O presidente conta que a empresa montou uma equipe especializada em risco, com pessoas que já trabalhavam no mercado financeiro, e criou comitês internos para aprovar novos modelos de empréstimo. Além disso, eles testam aos poucos: começam com um grupo pequeno de restaurantes, veem se eles pagam direitinho, e só depois liberam o crédito para todo mundo.
A oferta de crédito pré-aprovado já passa de R$ 7 bilhões, mas o valor que realmente é usado depende de cada restaurante aceitar a oferta.
Conta digital e movimentação financeira
Além do crédito, a conta digital do iFood Pago fechou dezembro de 2025 com 166 mil clientes ativos (que fizeram alguma movimentação no mês), depois de abrir 88 mil novas contas entre abril e dezembro do ano passado.
O indicador que mede se o restaurante usa a conta como principal banco chegou a 12%, um aumento de 60% comparado ao começo do ciclo.
Hoje, a operação move mais de R$ 4 bilhões por mês em transações, incluindo Pix e boletos, e soma quase 2 milhões de pagamentos mensais. O volume de dinheiro movimentado cresceu cerca de 60% em um ano.
Para que serve o crédito
Segundo Henriques, o crédito tem dois objetivos principais: financiar a expansão do negócio e servir como dinheiro extra em épocas de baixa do setor de alimentação.
"O restaurante é um negócio apertado e que varia muito. Em épocas como o fim do ano, muitos empresários precisam pagar férias, décimo terceiro e ainda lidam com menos clientes. O crédito ajuda o parceiro a passar por essa fase de forma mais tranquila", afirmou.
O valor médio dos empréstimos varia. Tem desde pequenos valores, de R$ 10 mil a R$ 20 mil, para comprar equipamentos, até empréstimos maiores, acima de R$ 1 milhão, para abrir novas lojas.
Mesmo com o crescimento do banco, o presidente reforçou que o delivery continua sendo o principal negócio do iFood. "O iFood Pago nasceu junto com o delivery. Quanto mais o restaurante cresce, mais a plataforma cresce também. Existe uma parceria muito forte", disse.

Cerca de 63% dos restaurantes que usam o crédito do iFood não conseguiam pegar empréstimos em outros bancos. Ilustração gerada por IA





